Portugal no pódio dos países com maior crescimento de receitas da Cellnex

As receitas da operação da Cellnex em Portugal cresceram 20% em 2024, em comparação com o ano anterior, colocando o mercado no 'pódio' das maiores subidas da empresa que gere infraestruturas de telecomunicações.

© DR

O grupo anunciou hoje que fechou 2024 com um aumento de 7,7% do total das receitas para 3,9 mil milhões de euros, face ao período homólogo, o que permitiu reduzir os prejuízos em 90% para 28 milhões de euros.

Questionado sobre os números da operação portuguesa, onde entrou em 2020 quando comprou as torres móveis da Altice Portugal, o presidente executivo do grupo, Marco Patuano, comentou que Portugal tem sido um caso de sucesso, que tem estado a ser replicado em outros mercados, como na Holanda.

Já o administrador financeiro, Raimon Trias, detalhou que “tem estado no TOP3”, em termos de proveitos. Apesar de não divulgar o valor total das receitas, adiantou que aumentaram mais de 20%.

“Em termos de contribuição para o grupo, Portugal está a ganhar tração e a aproximar-se dos principais mercados”, entre os quais a França, Itália, Polónia e Reino Unido, salientou o presidente executivo do grupo.

No que toca à entrada da Digi em Portugal, no final do ano passado, Marco Patuano comentou apenas que a operadora romena “tem um modelo disruptivo”, preferindo não comentar “estratégias comerciais dos clientes”.

A Cellnex, sediada em Espanha, opera em 10 países europeus, e gere um portfólio de cerca de 110 mil sites [torres], dos quais 6.703 sites em Portugal, a maioria dos quais através da aquisição destes ativos à Meo e à Nos.

Últimas de Economia

O 'stock' de empréstimos para habitação atingiu, em agosto, 119.062 milhões de euros, o equivalente a uma taxa de variação anual de 11,2%, a mais alta desde fevereiro de 2003, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
A inflação deverá acelerar este ano para 3,2%, num contexto de subida de preços dos combustíveis impulsionado pela guerra no Médio Oriente, estima o Conselho das Finanças Públicas (CFP).
O Banco Central Europeu (BCE) prevê que a inflação da energia atinja um pico no final de 2026 e diminua significativamente em 2027, foi hoje anunciado.
O valor mediano de avaliação bancária na habitação atingiu um novo máximo histórico de 2.254 euros por metro quadrado em agosto, mais 14 euros do que no mês anterior e 14,7% acima do mês homólogo de 2025, divulgou hoje o INE.
Os preços do gasóleo na União Europeia (UE) atingiram um novo máximo de 2,23 euros por litro, contra 2,16 euros na semana anterior, segundo uma análise da agência de notícias AFP aos dados nacionais publicados hoje pela Comissão Europeia.
A carga fiscal aumentou para 35,3% em 2025, face aos 35% registados no ano anterior, de acordo com a segunda notificação de 2026 relativa ao Procedimento dos Défices Excessivos divulgada hoje pelo INE.
A taxa de poupança das famílias recuou para 12,1% do rendimento disponível no segundo trimestre de 2026, face a 12,4% no trimestre anterior, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os preços aumentaram 16,5% no segundo trimestre, enquanto o número de negócios caiu 6,4%. Endividamento dos particulares regista o maior crescimento anual desde 2008.
A economia da zona euro deverá crescer 1% em 2026 e em 2027, segundo as previsões da OCDE, que está mais otimista para este ano mas mais pessimista em relação ao desempenho da economia no próximo.
O Presidente do CHEGA alerta para o peso dos combustíveis no setor agrícola e acusa PS e PSD de incoerência na discussão sobre a redução dos impostos.