Deputado Carlos Reis do PSD volta a insultar deputado do CHEGA no plenário

O deputado do PSD, Carlos Reis, voltou a insultar, esta quinta-feira, um deputado do CHEGA durante o debate parlamentar.

© Folha Nacional

Tudo aconteceu quando o deputado do CHEGA, Rui Paulo Sousa, falava no púlpito. Carlos Reis, conhecido pelos apartes agressivos que faz dentro do hemiciclo, dirigiu-se a Rui Paulo Sousa de forma insultuosa, apelidando-o, mais do que uma vez, de “mentiroso”.

Os insultos contínuos levaram, inclusive, o vice-presidente da Assembleia da República, Rodrigo Saraiva, que estava a presidir aos trabalhos, a interromper o discurso do deputado do CHEGA para chamar à atenção do social-democrata.

No entanto, Rodrigo Saraiva (IL) afirmou apenas que “um aparte repetido mais do que uma vez não é um aparte, mas uma forma de interromper a intervenção de outro deputado”, recusando-se a admoestar o representante do PSD pelos insultos.

Pedro Pinto, líder parlamentar do CHEGA, pediu a palavra para interpelar a mesa, solicitando que Rodrigo Saraiva agisse com imparcialidade e mencionasse o nome e o grupo parlamentar de quem teve um comportamento “mal-educado”, para que a imprensa e os cidadãos que acompanham o plenário pudessem identificar o responsável pela interrupção.

Esta não é a primeira vez que ocorre uma situação deste género, evidenciando um comportamento inaceitável por parte de Carlos Reis, que, tal como Rui Paulo Sousa, foi eleito pelos portugueses e, por isso, deve respeito aos seus colegas.

Para Carlos Reis, esta parece ser uma situação normal e aceitável, uma vez que não teve a coragem de apresentar qualquer pedido de desculpa, seja pelos insultos, seja por ter interrompido os trabalhos.

Irá a imprensa tradicional dar destaque a esta falta de educação do deputado do PSD?

Últimas de Política Nacional

Uma larga maioria dos portugueses considera que o Governo de Luís Montenegro não está a conseguir responder ao aumento do custo de vida nem proteger o poder de compra das famílias. De acordo com a mais recente sondagem da Aximage, 77% dos inquiridos classificam como “inadequada” ou “muito inadequada” a atuação do Executivo da AD perante a subida dos preços da habitação, dos combustíveis e dos bens de consumo.
Nem o chumbo da moção de censura, nem as reservas levantadas no Parlamento, nem os alertas sobre o impacto nas instituições fizeram o CHEGA recuar. O partido de André Ventura mantém a intenção de avançar com uma Comissão Parlamentar de Inquérito aos mandatos de Luís Neves na Polícia Judiciária, entre 2018 e 2026, para escrutinar contratos, utilização de bens apreendidos e outros episódios ocorridos durante a sua direção.
O presidente do CHEGA acusou a ministra da Justiça de ter transmitido informações falsas ao Parlamento, admitindo duas hipóteses: ou foi enganada pela Polícia Judiciária ou terá procurado “encobrir” o ministro da Administração Interna. Ventura quer que o diretor nacional da PJ seja ouvido no Parlamento para esclarecer que informação foi transmitida.
O CHEGA exigiu explicações sobre o polémico negócio das novas fragatas para a Marinha e Nuno Melo vai mesmo ter de comparecer no Parlamento. A Comissão de Defesa aprovou por unanimidade a audição do ministro da Defesa a pedido do CHEGA sobre a aquisição de três fragatas italianas, num investimento estimado em 3,9 mil milhões de euros, um dos maiores investimentos na Defesa portuguesa.
A moção de censura caiu, mas o CHEGA não ficou sentado. Consumada a votação, toda a bancada se levantou e fez ecoar “demissão” pelo plenário, fechando um debate em que André Ventura responsabilizou Montenegro não apenas pela permanência de Luís Neves, mas também pelo rumo do Governo.
Mentiras, abuso de poder e suspeitas sobre a utilização da Polícia Judiciária. Luís Neves está debaixo de fogo esta terça-feira, acusado de protagonizar uma lógica de “quero, posso e mando”. Mas a pressão não recai apenas sobre o ministro da Administração Interna: Luís Montenegro é também chamado a assumir responsabilidades e a explicar, de forma cabal, por que razão continua a manter Neves no Governo.
Afinal, não foi “vais pagá-las”. Luís Neves esclareceu esta terça-feira, na Assembleia da República, a frase que disse dirigida à bancada do CHEGA, em dia de debate quinzenal com o primeiro-ministro. Aos deputados do partido liderado por André Ventura, o ministro da Administração Interna assumiu que as palavras que proferiu foram: “Vão levar comigo.”
O líder parlamentar do CHEGA, Pedro Pinto, acusou o ministro de trocar os esclarecimentos prometidos por “propaganda barata” e perguntou-lhe diretamente quando abandona o cargo. Neves fechou a porta à demissão e colocou a bola no campo de Montenegro.
André Ventura responsabiliza o primeiro-ministro pela crise política em torno de Luís Neves e garante que a moção de censura poderia ter sido evitada se o ministro já tivesse abandonado o Governo. Presidente do CHEGA acusa ainda o Estado de ter mentido ao partido sobre os 144 mil euros associados à destruição dos produtos químicos e desafia os restantes partidos a escolherem de que lado ficam.
Primeiro, o Governo respondeu ao CHEGA indicando um orçamento de 144.456 euros para a destruição dos químicos, em linha com a justificação apresentada por Luís Neves. Agora, confrontado pelo Observador, o Ministério da Justiça esclarece um pormenor decisivo: aquele valor abrangia produtos apreendidos em vários processos e não apenas os 62 bidões da Operação Pacoba. Afinal, os 144 mil euros não eram só para aqueles químicos.