Obramat investe 18 milhões na abertura da primeira loja em Portugal

A Obramat, insígnia especializada na distribuição de materiais de construção e remodelação, investiu 18 milhões de euros na primeira loja em Portugal, tendo gerado a criação de cerca de 200 postos de trabalho.

© D.R.

Este investimento “transformará a nova Obramat, na zona comercial de Alfragide, no maior armazém da empresa, com uma área de venda superior a 9.000 m² [metros quadrados], além de um espaço logístico de cerca de 7.000 m²”, detalhou Luís Filipe, diretor do espaço de Alfragide, em respostas escritas enviadas à Lusa.

O espaço, que abriu portas ao público hoje, resultou na contratação de quase 200 pessoas “residentes na zona como sinal do compromisso com o talento local”, acrescentou o responsável da loja do Grupo Adeo, que detém a Leroy Merlin.

O responsável não detalhou valores sobre estimativas do volume de negócios ou investimentos futuros.

“Além dos números, o nosso objetivo é continuar a crescer de forma sustentável e ter um impacto positivo nos nossos colaboradores, clientes e comunidade”, referiu.

Sobre a aposta na abertura de mais lojas no país, Luís Filipe referiu apenas que “a empresa tem um plano de expansão ambicioso, mas é algo que se fecha ano após ano”.

“O que podemos confirmar é que a Obramat continua firmemente empenhada no seu desenvolvimento, assegurando que cada nova abertura gera um impacto positivo em três dimensões fundamentais: social, ambiental e económico”, comentou.

“Neste armazém, por exemplo, estabelecemos 65 acordos com fornecedores locais”, exemplificou o gestor da insígnia que era conhecida como Bricomart até 2022.

Últimas de Economia

A carga fiscal aumentou para 35,3% em 2025, face aos 35% registados no ano anterior, de acordo com a segunda notificação de 2026 relativa ao Procedimento dos Défices Excessivos divulgada hoje pelo INE.
A taxa de poupança das famílias recuou para 12,1% do rendimento disponível no segundo trimestre de 2026, face a 12,4% no trimestre anterior, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os preços aumentaram 16,5% no segundo trimestre, enquanto o número de negócios caiu 6,4%. Endividamento dos particulares regista o maior crescimento anual desde 2008.
A economia da zona euro deverá crescer 1% em 2026 e em 2027, segundo as previsões da OCDE, que está mais otimista para este ano mas mais pessimista em relação ao desempenho da economia no próximo.
O Presidente do CHEGA alerta para o peso dos combustíveis no setor agrícola e acusa PS e PSD de incoerência na discussão sobre a redução dos impostos.
O preço dos combustíveis e lubrificantes para transporte pessoal na União Europeia (UE) aumentou, em agosto, 23,8% na comparação homóloga, após as subidas de 13,7% em junho e de 16,9% em julho, segundo o Eurostat.
A economia portuguesa cresce e emprega mais, mas continua a falhar onde mais conta para criar riqueza: no valor produzido por cada hora de trabalho. Em 2025, a produtividade portuguesa ficou em apenas 66,9% da média da União Europeia, abaixo do nível registado no início do século. A Business Roundtable Portugal alerta ainda para salários comprimidos, falta de investimento e dificuldades em reter trabalhadores qualificados.
As empresas comunicaram 407 despedimentos coletivos até agosto, o que representa um aumento de 13,4% face ao período homólogo, mantendo-se no valor mais elevado desde 2020, segundo os dados mais recentes divulgados pela DGERT.
O CHEGA apresentou um projeto de lei que pretende reforçar a proteção das famílias com crédito à habitação própria e permanente quando a prestação passa a representar uma parte muito elevada do rendimento mensal.
O líder do CHEGA, André Ventura, acusou este domingo o primeiro-ministro e o Governo de irresponsabilidade política e hipocrisia sobre o tema do IVA dos combustíveis, e pediu também ao PS que ponham a mão na consciência.