Hotelaria cresceu mais em valor do que em taxa de ocupação em 2024

As receitas por quarto na hotelaria aumentaram para 95 euros a nível nacional em 2024 (92 euros em 2023), devido ao crescimento do preço médio por quarto de 142 para 146 euros, enquanto a taxa de ocupação se manteve igual.

© D.R.

Segundo um inquérito da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) aos seus associados, cujos resultados foram hoje divulgados à comunicação social, a receita por quarto disponível (RevPAR), uma das métricas mais importantes na hotelaria, subiu em todas as regiões e a nível nacional de 92 para 95 euros.

Para a vice-presidente executiva da AHP, Cristina Siza Vieira, este é “um dado muito importante”, uma vez que aquela média subiu por força do aumento do preço médio por quarto (ARR), que subiu para 146 euros, e não tanto devido à taxa de ocupação, que se manteve nos mesmo 65% a nível nacional que em 2023.

“Estamos a crescer mais em valor do que em taxa de ocupação, não são os crescimentos que tivemos até 2022, depois da pandemia, em 2023 houve abrandamento e em 2024 também, mas um abrandamento no crescimento”, afirmou a responsável.

Os preços médios por quarto mais elevados registaram-se na Grande Lisboa (199 euros) e Algarve (159 euros), enquanto as taxas de ocupação superiores mais altas observaram-se também na Grande Lisboa (73%) e Região Autónoma da Madeira (79%).

Relativamente às festas do final do ano, 44% dos inquiridos disse o Natal foi melhor ou muito melhor em termos de taxa de ocupação do que em 2023, com um preço médio nacional de 124 euros (mais um euro), enquanto na passagem de ano registou-se uma ligeira descida no preço médio, de 162 para 160 euros por quarto.

Para este ano, 56% dos inquiridos antecipam receitas melhores e 33% esperam que sejam idênticas às de 2024.

Cristina Siza Vieira destacou a incerteza quanto à política comercial dos Estados Unidos, que terá impactos em todo o mundo, como o provável abrandamento da procura turística pelos EUA, mas que poderá ser compensada pela procura interna na Europa e outros destinos como o mercado asiático.

Já o presidente da AHP, Bernardo Trindade, salientou os atrasos na regulamentação de medidas para as empresas que foram plasmadas no Acordo de Competitividade e Rendimentos assinado com o Governo, bem como os temas do novo aeroporto, a privatização da TAP e a regularização de imigrantes, que espera ver rapidamente resolvidos.

Últimas de Economia

O fisco encontrou 355 milhões de euros de vantagens patrimoniais ilegítimas nos inquéritos-crime que concluiu em 2025 e detetou outros 671 milhões de impostos em falta nas investigações em curso, segundo o último relatório de combate à fraude.
Dois anos após o lançamento das primeiras medidas da AD, os preços das casas continuam a subir a dois dígitos, num mercado onde a procura aumentou, mas a oferta continua sem responder.
Mário Centeno, ex-governador do Banco de Portugal (BdP), disse que, com base nos valores da solução anunciada hoje por Álvaro Santos Pereira para Entrecampos, os edifícios cuja compra decidiu no ano passado já valorizaram 10 milhões de euros.
O número de turistas chegados a Portugal cresceu 3,3% em 2025 para 29,9 milhões de pessoas, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE). O mercado espanhol manteve a liderança entre os mercados emissores, apesar do decréscimo de 0,6%, representando uma quota de 23,8%.
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste encareceu 3,08 euros na última semana, para 256,71 euros, depois da descida registada na semana anterior, informou esta quarta-feira a associação de defesa do consumidor.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a zona euro vai crescer 0,9% este ano, uma revisão em baixa face a abril, enquanto para 2027 a projeção permanece inalterada em 1,2%, no relatório divulgado hoje.
Os custos de construção de habitação nova subiram 6,9% em termos homólogos em maio, com aumentos no preço dos materiais (6,4%) e da mão-de-obra (7,5%), segundo a estimativa do INE hoje divulgada.
O consumo de energia utilizado para arrefecer as habitações na União Europeia (UE) duplicou em apenas seis anos, impulsionado pelo aumento das temperaturas e pela maior utilização de sistemas de ar condicionado, anunciou hoje o Eurostat.
A produção industrial diminuiu 3,8% em 2025 com o valor de venda dos produtos e prestação de serviços nas indústrias transformadoras a fixar-se nos 110,6 mil milhões de euros, de acordo com o Intuito Nacional de Estatística (INE).
A proposta do CHEGA para estabelecer um teto máximo de 4.500 euros líquidos nas pensões de reforma recolhe o apoio da maioria dos portugueses. Segundo uma sondagem da Aximage, 66% dos inquiridos concordam com a medida.