Escândalo no BdP. Centeno nomeia mulher de Mourinho Félix

Mário Centeno não será reconduzido como governador do Banco de Portugal, cargo que ocupa desde 2020. Embora ainda sem confirmação oficial, a decisão já foi avançada por vários meios, incluindo a SIC Notícias e o Diário de Notícias. O mandato termina no final de julho, e o Governo de Luís Montenegro terá optado por não propor a sua continuidade.

© Folha Nacional

Na reta final do seu mandato, Centeno foi alvo de críticas após nomear a esposa de Ricardo Mourinho Félix, ex-secretário de Estado das Finanças e sobrinho do treinador José Mourinho. A nomeação, divulgada pela SIC, levantou dúvidas sobre favorecimento e transparência dentro da instituição.

Outra polémica prende-se com a nova sede do BdP, num negócio imobiliário de elevado risco que Centeno decidiu suspender. A operação envolvia terrenos da antiga Feira Popular e foi formalizada com quatro sociedades do Grupo Fidelidade, a pouco mais de dois meses do fim do mandato. O banco aceitou pagar um sinal de 57,5 milhões de euros, prevendo-se um custo total entre 235 e 280 milhões, valores superiores aos 192 milhões inicialmente contratualizados para edifícios ainda por construir.

A saída de Centeno marca o fim de um ciclo iniciado em 2020, quando o ex-ministro das Finanças assumiu a liderança do banco central com o apoio do anterior Governo do PS.

O Presidente do CHEGA, André Ventura, reagiu à polémica afirmando que “não tem interesse em nomear figuras conhecidas ou próximas do partido”, defendendo a escolha de “alguém acima dos partidos, com independência e competência”.

Ventura referiu-se a Centeno como “um dos ‘boys’ de António Costa”, sublinhando que o atual contexto parlamentar é diferente do de 2020, com “uma maioria composta à direita”. Nesse sentido, questionou: “Se passámos a ser um país governado à direita, por que razão o Governador do Banco de Portugal continua a ser alguém identificado com a esquerda?”

Últimas de Economia

A taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação voltou a descer em janeiro, após ter subido em dezembro pela primeira vez num ano, fechando o mês em 2,83%, disse hoje o Banco de Portugal.
Casas vazias do Estado podem ganhar nova vida e servir para responder à falta de habitação que continua a afetar milhares de famílias em Portugal. Essa é a proposta apresentada pelo CHEGA, que defende a recuperação e reutilização de imóveis públicos devolutos como resposta à atual crise habitacional que Portugal atravessa.
Portugal dispõe de reservas para 93 dias de consumo, num cenário de disrupção, indicou a ENSE, ressalvando que as importações nacionais não têm exposição a Ormuz nas quantidades de mercadorias adquiridas e transportadas.
A referência europeia para o preço do gás natural, o contrato TTF (Title Transfer Facility) negociado nos Países Baixos, subiu mais de 33% por volta das 09:40 (hora de Portugal Continental), justificado pela nova onda de ataques no Irão.
O índice de produção industrial registou uma variação homóloga de 1,2% em janeiro, 0,5 pontos percentuais (p.p.) inferior à observada em dezembro, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística.
A dívida pública na ótica de Maastricht, a que conta para Bruxelas, aumentou cerca de 6,1 mil milhões de euros em janeiro, para 280.857 milhões de euros, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
A bolsa de Lisboa negocia hoje em baixa, com 15 títulos do PSI a descer, orientados pelos do BCP (-4,33% para 0,85 euros), e com os da Galp a subir 5,68%.
A inflação aumentou para 2,1% em fevereiro de 2026, ficando 0,2 pontos percentuais acima da variação de janeiro, estimou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
A bolsa de Lisboa negociava hoje em alta, com o PSI a subir para um novo máximo desde junho de 2008 e com a EDP Renováveis a valorizar-se 2,82% para 13,51 euros.
O cabaz de bens essenciais encareceu 37,8% e custa agora mais 69,56 euros desde o início da guerra na Ucrânia. Fevereiro trouxe novo máximo histórico: 253,19 euros por 63 produtos básicos, segundo a DECO PROteste.