Atendimentos em urgências do SNS diminuiu cerca de 4% em duas décadas

O número de atendimentos em serviço de urgência do Serviço Nacional de Saúde diminuiu cerca de 4% em duas décadas, entre 2003 e 2023, período em que o número de enfermeiros especialistas triplicou, segundo dados divulgados hoje pelo INE.

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As estatísticas divulgadas no Dia do Serviço Nacional de Saúde referem que, em 2023, existiam em Portugal 242 hospitais, mais 38 comparativamente a 2003, dos quais 107 eram públicos ou em parceria público-privada (PPP) de acesso universal, ou seja, integravam o SNS ou os serviços regionais de saúde das Regiões Autónomas.

Nestes hospitais, a duração média de internamento foi de nove dias em 2023 (7,6 dias em 2003), ano em que foram realizadas quase 14 milhões de consultas externas, sobretudo de especialidades médicas (61%), destacando-se a Oncologia Médica, a Pediatria e a Psiquiatria, precisam as Estatísticas da Saúde do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Nesse ano, o número de atendimentos em serviço de urgência nos hospitais públicos ou em PPP de acesso universal foi de 6,5 milhões, o que reflete uma redução de cerca de 4% entre 2003 e 2023.

Em 31 de dezembro de 2023, estavam ao serviço nos hospitais públicos ou em PPP de acesso universal 23.551 médicos, dois terços dos quais eram especialistas, e 43.468 enfermeiros, 23% dos quais eram especialistas.

Nas últimas duas décadas, verificou-se sobretudo o aumento do número de hospitais privados, passando de 89 em 2003 para 130 em 2023.

Segundo o INE, o SNS e os serviços regionais de saúde das Regiões Autónomas têm sido, em conjunto, os principais agentes financiadores da despesa corrente em saúde, suportando, em média nos últimos quatro anos, 54,8% do total.

Em média, 28,9% da despesa corrente foi suportada diretamente pelas famílias, refere o INE, destacando ainda o aumento do peso relativo da despesa das sociedades de seguros nos últimos anos.

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