CHEGA conquista São Vicente e assume primeira Câmara Municipal em Portugal

O CHEGA lidera uma autarquia em território nacional, após vencer com maioria absoluta todos os órgãos do concelho de São Vicente, na Madeira. A tomada de posse está marcada para 25 de outubro, com a presença de André Ventura. O partido garante que este será um “exemplo de mudança e rigor” para todo o país.

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O concelho de São Vicente, na Região Autónoma da Madeira, será palco da tomada de posse da primeira Câmara Municipal eleita sob a liderança do CHEGA. A cerimónia realiza-se esta quinta-feira, 25 de outubro, e contará com a presença do presidente do partido, André Ventura.

Nas últimas eleições autárquicas intercalares, o CHEGA obteve uma vitória expressiva em São Vicente, conquistando não só a presidência da Câmara Municipal com maioria absoluta, como também a Assembleia Municipal e as três juntas de freguesia do concelho — Boaventura, Ponta Delgada e São Vicente. Esta vitória consolidada representa a primeira vez que o partido assume o controlo total de um município em território nacional.

“Este é um momento que marca o início de uma nova era na política local portuguesa. São Vicente é agora símbolo de mudança, de coragem e de esperança. Vamos mostrar que é possível governar com seriedade, competência e foco nos problemas reais das pessoas”, afirmou André Ventura em declarações ao Folha Nacional.

Para o líder do CHEGA, a confiança dos vicentinos representa um “voto claro contra o sistema instalado” e um “sinal de que o povo está cansado da velha política”. Ventura acrescenta ainda que o compromisso do partido é inequívoco: “Menos impostos, mais transparência e maior proximidade entre os eleitos e a população.”

O novo executivo municipal do CHEGA promete iniciar funções com medidas imediatas de reorganização interna, avaliação das contas municipais e revisão de contratos públicos, garantindo “tolerância zero ao desperdício e ao compadrio”.

Com esta conquista, o CHEGA reforça a sua presença no panorama político nacional e inaugura uma nova fase de afirmação no poder autárquico, apresentando São Vicente como um modelo de governação que poderá vir a ser replicado noutros pontos do país.

Últimas de Política Nacional

A moção de censura caiu, mas o CHEGA não ficou sentado. Consumada a votação, toda a bancada se levantou e fez ecoar “demissão” pelo plenário, fechando um debate em que André Ventura responsabilizou Montenegro não apenas pela permanência de Luís Neves, mas também pelo rumo do Governo.
Mentiras, abuso de poder e suspeitas sobre a utilização da Polícia Judiciária. Luís Neves está debaixo de fogo esta terça-feira, acusado de protagonizar uma lógica de “quero, posso e mando”. Mas a pressão não recai apenas sobre o ministro da Administração Interna: Luís Montenegro é também chamado a assumir responsabilidades e a explicar, de forma cabal, por que razão continua a manter Neves no Governo.
Afinal, não foi “vais pagá-las”. Luís Neves esclareceu esta terça-feira, na Assembleia da República, a frase que disse dirigida à bancada do CHEGA, em dia de debate quinzenal com o primeiro-ministro. Aos deputados do partido liderado por André Ventura, o ministro da Administração Interna assumiu que as palavras que proferiu foram: “Vão levar comigo.”
O líder parlamentar do CHEGA, Pedro Pinto, acusou o ministro de trocar os esclarecimentos prometidos por “propaganda barata” e perguntou-lhe diretamente quando abandona o cargo. Neves fechou a porta à demissão e colocou a bola no campo de Montenegro.
André Ventura responsabiliza o primeiro-ministro pela crise política em torno de Luís Neves e garante que a moção de censura poderia ter sido evitada se o ministro já tivesse abandonado o Governo. Presidente do CHEGA acusa ainda o Estado de ter mentido ao partido sobre os 144 mil euros associados à destruição dos produtos químicos e desafia os restantes partidos a escolherem de que lado ficam.
Primeiro, o Governo respondeu ao CHEGA indicando um orçamento de 144.456 euros para a destruição dos químicos, em linha com a justificação apresentada por Luís Neves. Agora, confrontado pelo Observador, o Ministério da Justiça esclarece um pormenor decisivo: aquele valor abrangia produtos apreendidos em vários processos e não apenas os 62 bidões da Operação Pacoba. Afinal, os 144 mil euros não eram só para aqueles químicos.
O líder do CHEGA contesta limitações ao objeto da comissão de inquérito e quer escrutinar toda a passagem de Luís Neves pela direção da PJ, incluindo o seu afastamento da Operação Influencer e perceber se decisões tomadas durante o mandato sofreram influência política.
Luís Montenegro vai enfrentar o debate da moção de censura apresentada pelo CHEGA no dia 8 de setembro, às 15h00. Partidos decidiram acelerar os prazos para que o país não fique à espera de uma resposta política à iniciativa apresentada na sequência das polémicas que envolvem o ministro da Administração Interna, Luís Neves.
Presidente do CHEGA anunciou esta quarta-feira que o partido deu entrada de uma moção de censura ao Governo e considera a decisão “irreversível”. André Ventura acusa Luís Neves de não esclarecer as suspeitas que têm marcado a polémica em torno do ministro, critica o silêncio de Montenegro e garante que a comissão parlamentar de inquérito é para manter.
Presidente do CHEGA quer saber como Portugal vai pagar as novas fragatas e quanto custarão os juros. Ventura acusa ainda o Governo de ter adotado a “escola Luís Neves”: “Fala quando quer, sobre o que quer.”