Inquérito coloca André Ventura na frente da corrida presidencial de 18 de janeiro

André Ventura surge destacado num inquérito online realizado pela Intrapolls, uma página dedicada à recolha e análise de inquéritos políticos, no contexto das eleições presidenciais marcadas para 18 de janeiro.

© Folha Nacional

O estudo constituiu um inquérito voluntário aberto ao público, indica Ventura como o candidato melhor posicionado para a vitória.

Segundo os dados divulgados, Ventura reúne 21,4% das respostas, surgindo à frente de Luís Marques Mendes (21%), Gouveia e Melo (17,5%), António José Seguro (17,2%), que apresentam valores muito próximos entre si.

O inquérito evidencia ainda que o líder e candidato presidencial apoiado pelo CHEGA manteve uma trajetória estável ao longo do período analisado, beneficiando de uma forte mobilização digital e de elevada presença nas redes sociais, fatores que, segundo a Intrapolls, tendem a favorecer candidatos com bases de apoio particularmente ativas online.

A projeção final utiliza modelos de simulação de probabilidade, nos quais Ventura aparece igualmente como o candidato com maior hipótese de vencer uma eventual segunda volta, reforçando a leitura de que entra na fase decisiva da campanha com vantagem competitiva. Os resultados regionais mostram também um desempenho robusto em várias zonas do país, onde o candidato regista núcleos de apoio consistentes, vencendo em vários distritos do país, nomeadamente no sul e centro.

De seguida, surge João Cotrim de Figueiredo com 12,8% das intenções de voto, enquanto os restantes candidatos registam resultados residuais.

No conjunto, os dados sugerem que Ventura inicia a reta final para as eleições de 18 de janeiro numa posição de destaque, beneficiando de elevada notoriedade pública, presença  no debate político e capacidade de mobilização superior à dos restantes candidatos no ambiente online analisado pela Intrapolls.

Últimas de Política Nacional

PSD, Iniciativa Liberal e PS viabilizaram alterações à lei do Tribunal de Contas que poderão afastar a aplicação de sanções financeiras ao ministro da Administração Interna, Luís Neves. Em causa estão despesas de 14.300 euros com viagens ao Brasil, realizadas em 2023, quando dirigia a Polícia Judiciária.
O presidente do CHEGA responsabiliza PS e PSD pela crise da habitação e acusa José Luís Carneiro de dar luz verde a um Orçamento do Estado sem conhecer o seu conteúdo. André Ventura defende um pacote de emergência com benefícios fiscais, apoios às rendas e menos burocracia.
Socialistas e sociais-democratas preparam alterações à legislação do Tribunal de Contas que poderão beneficiar Luís Neves. A possibilidade de uma amnistia através de uma mudança legislativa levanta questões sobre o alcance da iniciativa e as suas consequências.
Comissão Parlamentar da Transparência considera grave a conduta de Ventura após a divulgação de um vídeo em que o líder do CHEGA percorreu corredores e espaços de outros grupos parlamentares, questionando a ausência de deputados numa sexta-feira.
André Ventura garantiu que a comissão parlamentar de inquérito à atuação de Luís Neves na Polícia Judiciária vai avançar sem interrupções, mesmo durante a discussão do Orçamento do Estado. À saída da tomada de posse da comissão, o presidente do CHEGA denunciou tentativas de travar os trabalhos e assegurou que a investigação continuará mesmo que Luís Neves abandone o Governo.
PSD e PS aprovaram, na especialidade, alterações ao regime de fiscalização do Tribunal de Contas que incluem o afastamento do visto prévio em determinados procedimentos. André Ventura acusa os dois partidos de enfraquecerem o controlo da despesa pública e classifica a decisão como uma “via verde para a corrupção”.
André Ventura questionou esta terça-feira a permanência de Luís Neves à frente do Ministério da Administração Interna, na sequência das acusações feitas pelo antigo secretário-geral Ricardo Carrilho. O presidente do CHEGA falou em suspeitas de pressões para a prática de ilegalidades, questionou a gestão de 26 milhões de euros destinados ao SIRESP e prometeu impedir que a comissão parlamentar de inquérito seja bloqueada.
O Livre tentou impedir André Ventura de presidir à comissão parlamentar de inquérito à atuação de Luís Neves, alegando um possível conflito de interesses relacionado com o assalto ao gabinete do líder do CHEGA. O pedido foi dirigido ao presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, que rejeitou os argumentos apresentados e não identificou qualquer impedimento legal.
André Ventura anunciou, esta sexta-feira, a recandidatura à liderança do CHEGA, durante o Conselho Nacional do partido, em Lisboa. Perante uma estrutura que afirma ter atingido os 100 mil militantes, garantiu que o CHEGA será o maior partido do país, atacou os interesses instalados e deixou um aviso: “Quem nos vai travar? Bruxelas? A imprensa? Não! Só nós nos podemos travar!”
André Ventura acusou esta sexta-feira Luís Montenegro de transformar a cobrança de impostos numa prioridade do Governo, enquanto as famílias enfrentam despesas cada vez mais difíceis de suportar. No Parlamento, o presidente do CHEGA denunciou uma receita fiscal recorde, criticou a manutenção do IVA dos combustíveis e das portagens e acusou o primeiro-ministro de se "rir da pobreza dos portugueses".