Durante anos disseram-nos que não podíamos falar

Durante anos disseram-nos que não podíamos falar. Que levantar dúvidas era “ódio”. Que exigir regras era “falta de humanidade”. Que defender o nosso país era “radicalismo”. Hoje, a realidade começa finalmente a impor-se, e aquilo que muitos de nós denunciámos durante anos já não pode ser escondido debaixo do tapete.
A Europa está a acordar. Tarde, mas está.

Os mesmos dirigentes que durante anos incentivaram políticas migratórias descontroladas começam agora a admitir, ainda que com cautela, que algo correu mal. Que os sistemas de acolhimento colapsaram. Que a pressão sobre os serviços públicos aumentou. Que a segurança, a coesão social e a confiança entre cidadãos foram seriamente afetadas. Não é ideologia — são factos vividos todos os dias por quem trabalha, paga impostos e vê o seu país mudar sem nunca ter sido ouvido.

Não se trata de rejeitar pessoas. Trata-se de defender regras. Não se trata de fechar portas, mas de exigir ordem, critérios e responsabilidade. Um Estado que não controla quem entra, que não sabe quem acolhe e que não protege os seus cidadãos deixa de cumprir a sua função básica.

Portugal não pode continuar a fingir que tudo está bem. Não pode continuar a ser um país onde quem cumpre é sempre o penalizado e quem desrespeita as regras encontra complacência. A imigração tem de ser regulada, exigente e responsável — em nome da dignidade de todos, incluindo daqueles que chegam.

O que vemos hoje noutros países europeus é o resultado de anos de decisões erradas, tomadas por elites desligadas da realidade. Decisões tomadas longe dos bairros, longe das escolas, longe dos hospitais, longe da vida real das pessoas comuns. Agora, começam a admitir aquilo que muitos portugueses dizem há muito tempo.

A política não pode continuar a ser feita com medo de dizer a verdade. A coragem não está em repetir slogans vazios, mas em assumir que é preciso mudar de rumo. Defender o país não é extremismo. Extremismo é continuar a ignorar os problemas até que seja tarde demais.

Portugal merece uma política firme, justa e responsável. Uma política que coloque os portugueses em primeiro lugar, sem complexos, sem medo e sem pedir desculpa por querer proteger o futuro do seu próprio país.

Artigos do mesmo autor

Nos últimos meses, a Europa tem mostrado ao mundo um lado que muitos fingiram não ver: o desprezo crescente pelos agricultores, pelos produtores, por aqueles que verdadeiramente alimentam as nações. Em França, Itália, Bélgica, Holanda, Alemanha, repetem-se as mesmas imagens: polícias de choque, ordens vindas de gabinetes distantes, decisões impostas sem diálogo, medidas sanitárias que […]

A minha mãe tem noventa anos. Caiu, magoou-se no braço e foi levada ao hospital de Fafe. Chegou às duas da tarde e o hospital não tinha sequer uma tala. Improvisaram com um cartão. Um cartão! Como se um pedaço de cartão pudesse substituir a dignidade, a dor e o cuidado que qualquer pessoa — […]

A política europeia vive hoje uma batalha silenciosa, mas decisiva para o futuro das nossas economias, dos nossos agricultores e das nossas liberdades. O chamado Green Deal foi apresentado como uma promessa de transição ecológica justa e sustentável. Na prática, tornou-se numa máquina pesada, centralizadora e profundamente ideológica, que tem esmagado quem trabalha e produz. […]

Portugal não é pobre. Portugal foi empobrecido por décadas de corrupção local, compadrio partidário e negócios escuros feitos nas costas do povo. Não são apenas os casos mediáticos de Lisboa ou dos ministérios — é nas câmaras, nas freguesias, nas associações e nas empresas municipais que está o verdadeiro bloqueio ao futuro do país. Quem […]

Mais uma vez, o verão chegou — e com ele, o mesmo drama de sempre: incêndios por todo o país, aldeias evacuadas, vidas em risco, bombeiros exaustos, floresta consumida pelas chamas. Ano após ano, os mesmos discursos, as mesmas promessas, os mesmos relatórios de “avaliação”, mas o resultado é sempre o mesmo: Portugal continua a […]