No debate quinzenal realizado esta quarta-feira, que assinala o regresso pleno da atividade parlamentar, o líder parlamentar do CHEGA, Pedro Pinto traçou uma linha clara no hemiciclo. Para o deputado, a segunda volta das presidenciais colocou o país perante uma escolha “sem ambiguidades”: “entre quem quer o socialismo e quem o combate”.
Pedro Pinto apontou as responsabilidades que atribui a décadas de governação socialista, enumerando “o caos na saúde, a imigração descontrolada, impostos sucessivos e a insegurança nas ruas”. Nesse contexto, avisou que não faz sentido criticar o PS para, depois, “dar-lhe a mão” na eleição do próximo Presidente da República.
O deputado lançou ainda um desafio direto ao primeiro-ministro, exigindo uma tomada de posição clara: “Não pode ficar em cima do muro. Vai estar ao lado do socialismo ou de quem o combate?”. Para o CHEGA, a direita enfrenta “uma oportunidade única” de impedir o regresso do socialismo a Belém — uma decisão que, sublinha, exige clareza e coerência políticas.
“O único consórcio que CHEGA tem é com os portugueses. Mas é preciso fazer pontes com o futuro Presidente da República. Não basta dizermos que somos o Ronaldo e jogarmos à defesa. Prefere apoiar um candidato com quem tem feito pontes, nos impostos, na imigração ilegal, ou prefere apoiar um candidato socialista apoiado pelo Livre, PCP e Bloco de Esquerda?”, questionou o líder parlamentar do CHEGA.