Ventura quer regresso do desconto sobre os combustíveis. “Petrolíferas não param de encher os bolsos a cada crise”

O líder do CHEGA defende a reposição do mecanismo de desconto fiscal sobre os combustíveis, criado em 2022 para mitigar o impacto da guerra na Ucrânia. André Ventura acusa as petrolíferas de acumularem lucros em períodos de instabilidade internacional e pede medidas imediatas para aliviar o preço.

© Folha Nacional

O presidente do CHEGA, André Ventura, voltou a defender o regresso do desconto extraordinário sobre os combustíveis, medida aplicada em 2022 através da redução do Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP), numa altura marcada pela forte subida dos preços na sequência da guerra na Ucrânia.

O líder do partido considera que o atual contexto internacional — caracterizado por instabilidade geopolítica e volatilidade nos mercados energéticos — justifica uma nova intervenção do Estado. “As petrolíferas não param de encher os bolsos a cada crise”, afirmou ao Folha Nacional, defendendo que o Governo deve adotar medidas para proteger consumidores e empresas.

Recorde-se que, em 2022, o Executivo procedeu a uma redução temporária do ISP para compensar o efeito da subida do IVA decorrente do aumento do preço dos combustíveis. A medida teve impacto direto no valor final pago pelos consumidores, mas foi sendo progressivamente retirada à medida que os preços internacionais estabilizaram.

Segundo dados da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), o preço dos combustíveis em Portugal resulta essencialmente da cotação internacional do petróleo e da carga fiscal, que representa uma parcela significativa do preço ao consumidor.

Ventura sustenta que, em períodos de instabilidade, o Estado deve intervir para impedir que as oscilações internacionais se traduzam automaticamente em maiores encargos para as famílias. “Quando há crise, quem paga não podem ser sempre os mesmos”, concluiu.

Últimas de Política Nacional

Ventura abriu a rentrée do CHEGA com um aviso ao Governo: a descida da idade da reforma vai estar em cima da mesa no Orçamento do Estado (OE2027) e o partido promete não ceder.
O CHEGA pediu hoje audições parlamentares do ministro da Defesa, Nuno Melo, e de um representante da empresa portuguesa NT Group (NTG), para esclarecer questões relacionadas com a aquisição de três fragatas a Itália.
O CHEGA aparece à frente do Partido Socialista (PS) nas intenções de voto dos inquéritos feitos online durante o mês de agosto.
O líder do CHEGA, André Ventura, reagiu com "estupefação" ao processo judicial anunciado pelo ministro da Defesa, Nuno Melo, acusando o Governo de "opacidade e arrogância". O político insistiu ainda na exigência de esclarecimentos sobre a compra de três fragatas a Itália e sobre alegadas comissões de intermediação.
O CHEGA considerou "de uma enorme gravidade" a decisão do Presidente da República de enviar para o Tribunal Constitucional o decreto sobre retorno de estrangeiros, sustentando tratar-se de "uma irresponsabilidade".
O CHEGA defendeu ontem que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, "perdeu por completo o controlo da situação" relativa ao ministro da Administração Interna e insistiu na saída de Luís Neves do cargo.
O Ministério da Justiça (MJ) ordenou uma auditoria interna à Polícia Judiciária (PJ) na sequência das notícias sobre o funcionamento desta polícia no mandato do ex-diretor nacional e atual ministro da Administração Interna, Luís Neves.
Luís Neves está novamente no centro da polémica. O atual ministro da Administração Interna vai ser julgado no Tribunal de Contas por infrações financeiras cometidas quando era diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), num caso relacionado com contratos públicos que, segundo o tribunal, não cumpriram as regras da contratação pública.
O CHEGA defende que Portugal deve exigir a exclusão de Marrocos da organização conjunta do Mundial de Futebol de 2030, na sequência da invasão massiva de migrantes em Ceuta.
O CHEGA defende que Portugal deve exigir a exclusão de Marrocos da organização conjunta do Mundial de Futebol de 2030, na sequência da invasão massiva de migrantes em Ceuta.