IMT vai passar a fiscalizar elevadores, funiculares e comboios turísticos

O Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) vai passar a fiscalizar elevadores, funiculares e comboios turísticos, podendo intervir em caso de “risco de segurança grave”, decidiu hoje o Governo, preenchendo o “vazio legal” existente neste âmbito.

© D.R.

Em conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros, em Lisboa, o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz (PSD), disse que o Governo “aprovou a conclusão de toda a definição do IMT enquanto entidade licenciadora e fiscalizadora de modos de transporte”, incluindo elevadores, funiculares e comboios turísticos, assim como metropolitanos e redes ferroviárias isoladas.

“Deixou de haver lacunas, vazios legais, e a supervisão e o licenciamento caberá, em todas estas dimensões, ao IMT”, declarou o governante, afirmando que passam a existir regras quanto à operação destes modos de transporte.

Essas regras, segundo o ministro Miguel Pinto Luz, “colocam acima de tudo a segurança de quem utiliza os transportes públicos”.

Em 03 de setembro, há cerca de quatro meses, o elevador da Glória, em Lisboa, descarrilou e provocou 16 mortes e mais de 20 feridos.

Na sequência do acidente, o Governo detetou uma lacuna na supervisão de elevadores e funiculares, tendo imediatamente mandatado o IMT para a colmatar e para “reforçar e consolidar a regulação e fiscalização” de transportes públicos.

Além de definir que o IMT é a entidade licenciadora e fiscalizadora destes modos de transporte, o Governo decidiu estabelecer “regimes de licenciamento claros específicos para cada modo de transporte”.

Outras das medidas aprovadas são a introdução de um regime sancionatório para incumprimentos que coloquem em causa a segurança e a simplificação da legislação aplicável, de acordo com a complexidade de cada sistema, indicou o governante.

Miguel Pinto Luz disse que as medidas se aplicam aos metropolitanos, metropolitanos ligeiros, comboios ligeiros turísticos, comboios ligeiros urbanos, elevadores e funiculares, com cabo ou sem cabo, redes ferroviárias isoladas, referindo que todos estes modos de transporte passarão a estar sob a supervisão técnica e regulação do IMT.

Em comunicado, o Ministério das Infraestruturas revelou que, “se o IMT identificar um risco de segurança grave, pode aplicar, a qualquer momento, medidas de segurança temporárias, incluindo a limitação ou a suspensão imediata das operações pertinentes, notificando a empresa”.

“No caso de considerar que um titular de certificado de segurança deixou de satisfazer as condições de certificação, o IMT pode igualmente limitar ou revogar o certificado”, adiantou o Ministério das Infraestruturas.

Reforçando a importância da segurança, o ministro lembrou os recentes acidentes ferroviários em Espanha – no domingo em Adamuz (Córdoba), que provocou mais de 40 mortes, na terça-feira na região de Barcelona, que vitimou mortalmente o maquinista do comboio, e hoje em Cartagena, que fez três feridos -, referindo que Portugal viveu “há uns anos” também tragédias no setor da mobilidade.

Miguel Pinto Luz referiu que os acidentes na ferrovia espanhola servem de alerta “para a necessidade de investimento nas infraestruturas, mas, concomitantemente, garantir a manutenção, o cuidado, a regulação, a inspeção destas infraestruturas”, reiterando a solidariedade com o Governo espanhol, assim como a disponibilidade de Portugal para colocar todas as entidades da administração pública ligadas às infraestruturas para ajudar Espanha “neste momento difícil”.

Últimas de Economia

O Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) vai passar a fiscalizar elevadores, funiculares e comboios turísticos, podendo intervir em caso de “risco de segurança grave”, decidiu hoje o Governo, preenchendo o “vazio legal” existente neste âmbito.
O Governo mandatou a CP - Comboios de Portugal para apresentar num prazo de 90 dias "uma proposta com os modelos concretos de subconcessões" a privados para os troços de Cascais, Sintra/Azambuja, Sado e Porto, anunciou o ministro das Infraestruturas.
O Porto de Aveiro encerrou o ano de 2025 com o seu melhor desempenho de sempre ao atingir mais de 5,8 milhões de toneladas de mercadorias movimentadas, revelou hoje a administração portuária.
A casa própria está cada vez mais fora do alcance dos portugueses. Estudo do Imovirtual mostra que são necessários, em média, quase 30 anos de rendas para comprar casa em Portugal.
A dívida pública de Portugal foi a sexta mais elevada da União Europeia (UE) no terceiro trimestre de 2025, ao atingir 97,6% do Produto Interno Bruto (PIB), acima da média do euro de 88,5%, anunciou hoje o Eurostat.
O fisco exigiu às concessionárias de barragens 62 milhões de euros de IMI, mas o Estado só arrecadou 3% do valor, porque as restantes liquidações estão a ser contestadas em tribunal, afirmou hoje a diretora da instituição.
A taxa de juro média anual implícita nos contratos de crédito à habitação foi de 3,414% em 2025, contra 4,372% no ano anterior, tendo a prestação média anual diminuído oito euros (2,0%) para 396 euros, anunciou hoje o INE.
A bolsa de Lisboa esteve entre as que mais perderam hoje, com uma queda de 1,14% para 8.463,77 pontos, tendo a Mota-Engil recuado quase 5%, acompanhando a tendência das principais praças europeias.
A CMVM alertou hoje que as entidades IQCapitalInvest e Roctec Futures Limited não estão autorizadas a exercer a atividade de intermediação financeira em Portugal.
A bolsa de Lisboa negociava hoje em baixa, com 14 dos 16 títulos do PSI a descerem, liderados pelos da EDP Renováveis, que caíam 2,07% para 12,80 euros.