O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, garantiu esta quinta-feira que os apoios financeiros destinados às vítimas da depressão só estarão disponíveis “o mais tardar até segunda-feira, 9 de fevereiro”, vários dias depois de milhares de famílias terem sido afetadas pelos estragos causados pela tempestade Kristin.
Em declarações à Rádio Renascença, o governante explicou que as verbas para a reconstrução das habitações serão transferidas para as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), permitindo então o início dos pagamentos no terreno. Os apoios até 5 mil euros serão atribuídos mediante prova documental dos danos, como fotografias, enquanto os valores entre 5 mil e 10 mil euros dependerão de vistorias realizadas pelas autarquias.
Relativamente ao apoio social de emergência — 537 euros por pessoa ou 1.074 euros por agregado familiar — o ministro sublinhou que se trata de um mecanismo da Segurança Social, assegurando que também deverá entrar em funcionamento “em breve”, numa fase em que muitas famílias continuam sem respostas imediatas.
Miranda Sarmento adiantou ainda que os regimes de layoff para empresas e trabalhadores afetados começarão a ser aplicados nos próximos dias, com o objetivo de mitigar perdas de rendimento e apoiar a retoma económica nas zonas mais atingidas.
Apesar das garantias do Governo, a calendarização anunciada significa que o apoio financeiro só chegará dias depois da tempestade, num contexto em que muitas famílias enfrentaram cortes de eletricidade, danos nas habitações e prejuízos imediatos sem qualquer auxílio inicial. Ainda assim, o ministro assegurou que, “num curtíssimo espaço de tempo”, os apoios começarão finalmente a chegar às populações, prometendo rapidez na execução a partir desse momento.