A Assembleia Magna da Associação Académica de Coimbra (AAC) aprovou, esta quarta-feira, a exclusão do partido CHEGA de todas as atividades organizadas pela estrutura estudantil e respetivos núcleos. A deliberação foi aprovada com 273 votos a favor, três contra e 30 abstenções, segundo dados oficiais citados pelo Jornal de Notícias (JN).
A decisão determina que o CHEGA fique impedido de utilizar o edifício-sede da associação, bem como de participar em iniciativas políticas, cívicas, sociais e culturais promovidas pela AAC e pelas suas estruturas intermédias.
No comunicado que acompanhou a votação, e ao qual o JN teve acesso, a direção-geral da AAC justificou a medida com a “defesa da democracia em Portugal”, considerando que determinadas posições políticas são “contrárias aos valores de liberdade, igualdade e solidariedade” que a associação afirma promover.
O presidente da direção-geral, José Carlos Machado, declarou que algumas narrativas associadas ao CHEGA utilizam “grupos populacionais como bodes expiatórios” e referiu o risco de “diabolização de minorias ou de estratos populacionais concretos”, argumentos que, segundo indicou, fundamentaram a decisão aprovada.