Num comunicado, a WavEC Offshore Renewables citou dados do relatório anual da associação WindEurope para dar conta da situação neste segmento.
Segundo os dados, “este crescimento reflete o papel crescente da energia eólica na transição energética europeia, embora o ritmo de implementação permaneça aquém do necessário para responder aos objetivos a longo prazo”.
No ano passado, a energia eólica ‘onshore’ (em terra) representou cerca de 90% das novas instalações, tendo 17,2 GW sido adicionados num único ano, “o valor mais elevado de sempre para este segmento na Europa”.
De acordo com a mesma nota, “a Alemanha liderou a instalação de nova capacidade, seguida pela Turquia e pela Suécia”.
Os dados apontam que até 2030 deverão ser instalados 151 GW de nova capacidade eólica na Europa, dos quais 112 GW na União Europeia, valores que reforçam “a importância de assegurar condições para um ritmo de desenvolvimento adequado nos próximos anos”.
“Neste contexto, persistem desafios estruturais que condicionam o desenvolvimento do setor, nomeadamente a necessidade de reforço e modernização das redes elétricas, infraestruturas portuárias”, para a eólica ‘offshore’, ou seja, no mar, assim como constrangimentos no abastecimento e a complexidade e duração dos processos de licenciamento.
Segundo o comunicado, para Portugal, os dados agora divulgados “reforçam a importância estratégica da energia eólica no processo de transição energética”, sendo que o PNEC 2030 (Plano Nacional de Energia e Clima) aponta para “uma trajetória ambiciosa, com 51% de renováveis no consumo final bruto de energia e um reforço claro da capacidade instalada, incluindo 10,4 GW de eólica ‘onshore’ e 2,0 GW de eólica ‘offshore’ até 2030”.
No entanto, a projeção realizada pela WindEurope para o período 2026–2030 sugere que o país “poderá chegar a 2030 com cerca de 8 GW de eólica ‘onshore’ (a partir de 6,0 GW no fim de 2025), o que ficaria 2,4 GW abaixo da meta definida no PNEC”.
Neste contexto, “a energia eólica ‘offshore’ pode assumir um papel complementar e estratégico”, sendo que “o PNEC prevê uma subida de 0,03 GW em 2025 para 2,0 GW até 2030”.
Contudo, “para que este potencial se traduza em capacidade instalada e produção efetiva, será determinante assegurar condições de licenciamento, reforço e modernização da rede, bem como capacidade industrial e portuária para suportar a cadeia de valor”, rematou.