O cabaz alimentar monitorizado pela DECO PROteste custa 253,19 euros, mais 69,56 euros do que em fevereiro de 2022, quatro anos após o início da guerra na Ucrânia. O aumento acumulado é de 37,88%.
Só desde o início de 2026, o cabaz encareceu 11,36 euros, o equivalente a 4,7%, tendo fevereiro registado os valores mais elevados dos últimos quatro anos.
Contas feitas pela organização de defesa dos consumidores, entre 18 e 25 de fevereiro, os produtos com maior subida semanal foram os flocos de cereais (21%), a perna de peru (16%) e a couve-coração (12%). Desde o início do ano, destacam-se aumentos na curgete (61%), no peixe-espada-preto (32%) e na dourada (22%).
Numa perspetiva de quatro anos, os aumentos mais acentuados verificaram-se na pescada fresca (104%), na carne de novilho para cozer (97%) e no peixe-espada-preto (87%).
Note-se que a DECO PROteste calcula semanalmente o custo do cabaz com base nos preços recolhidos nos principais supermercados com loja online, somando o preço médio de 63 bens essenciais. Os dados mostram que, quatro anos depois do início do conflito, o impacto continua a refletir-se no orçamento das famílias portuguesas.