De acordo com uma nota, os distritos de Lisboa e Leiria vão estar sob aviso laranja (o segundo mais grave numa escala de três) entre as 03:00 e as 18:00 de sexta-feira devido à agitação marítima, sendo esperadas ondas de cinco a seis metros, que podem atingir 11 metros de altura máxima.
Já por causa do vento, ambos os distritos – dois dos mais afetados pela passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta entre janeiro e fevereiro – vão estar sob aviso laranja entre as 09:00 e as 15:00 de sexta-feira.
Também Beja e Faro vão estar neste nível de aviso devido à previsão de ondas com cinco a seis metros, podendo atingir 11 metros de altura máxima, entre as 06:00 e as 21:00 de sexta-feira.
Devido à previsão de agitação marítima, com ondas de noroeste com quatro a cinco metros, o IPMA colocou sob aviso amarelo (o menos grave) os distritos de Porto, Faro, Setúbal, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Beja, Aveiro, Coimbra e Braga entre as 21:00 de hoje e as 06:00 de sábado.
Guarda e Castelo Branco estão no nível laranja devido à queda de neve acima de 1.400/1.600 metros de altitude entre as 21:00 de quinta-feira e as 15:00 de sexta-feira.
Por seu turno, Porto, Coimbra, Braga, Bragança, Vila Real, Viana do Castelo e Viseu vão estar sob aviso amarelo entre as 21:00 de hoje e as 15:00 de sexta-feira devido à queda de neve de 1.000/1.200 metros de altitude, baixando temporariamente a cota para os 800/1.000 metros durante a noite e a manhã de sexta-feira, com acumulação até 10 centímetros acima dos 1.000/1.200 metros.
Porto, Faro, Setúbal, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Beja, Aveiro, Coimbra e Braga vão ainda estar abrangidos por um aviso amarelo, alguns dos quais já a partir das 18:00 de hoje até às 21:00 de sexta-feira por causa do vento forte, com rajadas da ordem dos 70/80 quilómetros por hora.
O aviso laranja é emitido pelo IPMA sempre que existe “situação meteorológica de risco moderado a elevado, e o amarelo quando há uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.
Pelo menos 18 pessoas morreram em Portugal entre janeiro e fevereiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.