“Durante sete meses de investigação que teve este inquérito-crime nas nossas mãos, registámos mais de 100 furtos envolvidos, perpetrados por um grupo de pessoas organizadas”, disse à Lusa o responsável, detalhando que na operação foram realizadas “24 buscas, 13 domiciliárias e 11 não domiciliárias”.
A operação resultou na “detenção de quatro homens entre os 25 e os 44 anos de idade e a constituição de arguidos de mais cinco homens, entre os 22 e os 56 anos de idade”.
“Foram apreendidos diversos equipamentos e materiais que foram alvo dos furtos que referi, bem como outros materiais que foram usados na prática desses mesmos furtos”, detalhou o tenente-coronel Martins.
De acordo com o responsável da GNR, em causa estão grandes e pequenos eletrodomésticos, bens perecíveis e não perecíveis e ainda outros objetos.
“Os furtos que registámos durante o inquérito ocorreram na zona Norte e Centro do país e as operações de busca hoje tiveram lugar nas localidades de Ermesinde [concelho de Valongo], Gondomar, Rio Tinto [Gondomar], São Pedro da Cova [Gondomar] e Custóias [Matosinhos]”, no distrito do Porto, referiu.
Questionado sobre quais as zonas do Norte e Centro onde apresentavam os furtos, o responsável salientou que foram “mais de 100 furtos construídos”, pelo que “foi mesmo em todo o lado”.
Em causa esteve “uma operação policial de investigação criminal levada a efeito pelo Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Gaia”, que contou também “com a colaboração da PSP” na zona da sua respetiva área de competência.