CHEGA quer reconhecer profissionais da Força Especial de Proteção Civil como desgaste rápido

O CHEGA quer que os profissionais da Força Especial de Proteção Civil passem a ser reconhecidos como profissão de desgaste rápido, defendendo que as funções que exercem justificam regras específicas no acesso à aposentação.

© MIGUEL A. LOPES/LUSA

A proposta foi apresentada através de um projeto de resolução e centra-se nos bombeiros da Força Especial de Proteção Civil, unidade integrada na Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, que atua em situações de incêndios, catástrofes e outras emergências.

Segundo o partido liderado por André Ventura, o trabalho desempenhado por estes profissionais implica níveis elevados de exigência física e psicológica, com exposição constante a situações de risco, stress prolongado e condições extremas. O CHEGA argumenta que este tipo de funções provoca desgaste acumulado ao longo do tempo, com impacto direto na saúde dos operacionais.

No documento a que o Folha Nacional teve acesso, é referido que, ao contrário de outros profissionais do setor, estes bombeiros não beneficiam atualmente de um regime específico que reconheça esse desgaste, o que, na prática, limita o acesso a condições mais favoráveis de reforma.

A iniciativa defende, por isso, a criação de um enquadramento que permita adaptar as regras de aposentação à realidade da profissão, incluindo eventuais bonificações no tempo de serviço e condições especiais no cálculo das pensões.

O partido sustenta ainda que o reconhecimento como profissão de desgaste rápido já foi admitido noutros contextos técnicos e que pode servir de base para a criação de um regime mais justo para estes profissionais.

O projeto recomenda ao Governo que avance com medidas legislativas e administrativas que garantam esse reconhecimento e que ajustem o regime de aposentação dos bombeiros da Força Especial de Proteção Civil às exigências da função.

A proposta surge num contexto de debate mais alargado sobre as condições de trabalho e valorização dos profissionais da proteção civil, com o CHEGA a defender que o Estado deve assegurar maior proteção a quem desempenha funções consideradas essenciais para a segurança das populações.

Últimas de Política Nacional

André Ventura anunciou este sábado, em Coimbra, que vai assumir pessoalmente a presidência da Comissão Parlamentar de Inquérito aos mandatos de Luís Neves na Polícia Judiciária. Líder do CHEGA promete uma investigação “até ao fim”, garante que não haverá bloqueios aos restantes partidos e deixa um aviso: “Não deixarei que Luís Neves, nem outros Luís Neves, sejam bloqueadores da verdade.”
André Ventura criticou a decisão de José Luís Carneiro de propor a abstenção do PS no Orçamento do Estado para 2027 antes de ser conhecido o documento. O Presidente do CHEGA considera que os socialistas passam a ser "parceiros" do Governo e questiona que margem resta para negociar medidas em áreas como Saúde, Administração Interna, combustíveis e alimentação.
A Comissão parlamentar vai analisar a atuação de Luís Neves durante os oito anos em que dirigiu a Polícia Judiciária e apurar eventuais responsabilidades dos membros dos governos que o nomearam e tutelaram. O CHEGA fica com a presidência, enquanto PS e PSD assumem as duas vice-presidências.
Miguel Guimarães, antigo bastonário da Ordem dos Médicos e atual deputado do PSD, é visado por acusações que incluem alegados gastos excessivos, abuso de poder e corrupção passiva.
O CHEGA queria que o Governo português promovesse junto da União Europeia a inclusão do Primeiro Comando da Capital (PCC) na lista de organizações terroristas. Mas PSD, PS, Livre e Bloco de Esquerda votaram contra.
A concelhia social-democrata corta com Luís Jesus e Alexandra Moura e acusa os dois eleitos de desrespeitarem as orientações do partido.
O CHEGA levou ao Parlamento a descida do IVA dos combustíveis de 23% para 13%, IVA Zero num cabaz de bens alimentares essenciais e o fim das portagens nas pontes 25 de Abril e Vasco da Gama. Nenhuma das propostas passou. PSD, PS e CDS-PP juntaram os votos contra nas duas medidas fiscais.
André Ventura defendeu esta quinta-feira, no Parlamento, uma redução da carga fiscal sobre os combustíveis e acusou o Governo de não responder ao aumento do custo de vida.
O CHEGA aceita as duas limitações impostas por Aguiar-Branco e desbloqueia a comissão parlamentar de inquérito. Ventura mantém as críticas à decisão, mas garante que não deixará cair a investigação aos mandatos do antigo diretor da Polícia Judiciária, Luís Neves.
Autarquia liderada pelo socialista Gonçalo Lopes repartiu trabalhos semelhantes de gestão florestal por cinco procedimentos, todos abaixo do limiar europeu. Dois ficaram a poucos milhares de euros dos 216 mil e, em quatro concursos, as empresas tiveram apenas cerca de 36 horas para apresentar propostas.