“A Constituição não é uma Bíblia sagrada”

André Ventura defende a abertura de um debate e a revisão da Constituição, no ano em que se assinalam os seus 50 anos, criticando referências à extrema-esquerda e recordando vítimas de violência política.

© Folha nacional

“A Constituição não é uma Bíblia sagrada.” Foi desta forma que o presidente do CHEGA, André Ventura, sintetizou, esta quinta-feira, no Parlamento, a sua posição sobre os 50 anos da Constituição da República Portuguesa, defendendo a necessidade de debate e eventual revisão do atual modelo.

Ventura afirmou que “não é correto dizer que a Constituição de 1976 pôs fim a um sistema de violência que não voltou a ocorrer”, sublinhando que existem episódios da história recente que, na sua perspetiva, continuam a ser desvalorizados.

O líder da oposição destacou as vítimas das FP-25, afirmando que “o CHEGA honra a história do país ao não permitir que se esqueçam os mortos” associados a ações que classificou como terrorismo. Acrescentou ainda que “não é aceitável admirar terroristas de extrema-esquerda responsáveis por assassinatos”.

O presidente do segundo maior partido referiu também que “não esquecemos todos os que foram expropriados, sem lei e sem razão”, bem como os portugueses que, segundo disse, perderam tudo ou foram forçados a abandonar o país. “Esses também são filhos da pátria portuguesa”, afirmou.

Dirigindo-se às gerações mais jovens, declarou que “os netos de Abril deviam saber que houve pessoas assassinadas sem razão”, defendendo uma leitura mais abrangente dos acontecimentos históricos.

Ventura afirmou que “nós somos os verdadeiros defensores da liberdade”, acrescentando que “eles nunca souberam conviver com a liberdade, apenas com a sua liberdade”.

As declarações foram proferidas no contexto das comemorações dos 50 anos da Constituição, num debate que voltou a evidenciar divergências políticas quanto à leitura do passado e ao enquadramento institucional do país.

Últimas de Política Nacional

O CHEGA pediu hoje audições parlamentares do ministro da Defesa, Nuno Melo, e de um representante da empresa portuguesa NT Group (NTG), para esclarecer questões relacionadas com a aquisição de três fragatas a Itália.
O CHEGA aparece à frente do Partido Socialista (PS) nas intenções de voto dos inquéritos feitos online durante o mês de agosto.
O líder do CHEGA, André Ventura, reagiu com "estupefação" ao processo judicial anunciado pelo ministro da Defesa, Nuno Melo, acusando o Governo de "opacidade e arrogância". O político insistiu ainda na exigência de esclarecimentos sobre a compra de três fragatas a Itália e sobre alegadas comissões de intermediação.
O CHEGA considerou "de uma enorme gravidade" a decisão do Presidente da República de enviar para o Tribunal Constitucional o decreto sobre retorno de estrangeiros, sustentando tratar-se de "uma irresponsabilidade".
O CHEGA defendeu ontem que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, "perdeu por completo o controlo da situação" relativa ao ministro da Administração Interna e insistiu na saída de Luís Neves do cargo.
O Ministério da Justiça (MJ) ordenou uma auditoria interna à Polícia Judiciária (PJ) na sequência das notícias sobre o funcionamento desta polícia no mandato do ex-diretor nacional e atual ministro da Administração Interna, Luís Neves.
Luís Neves está novamente no centro da polémica. O atual ministro da Administração Interna vai ser julgado no Tribunal de Contas por infrações financeiras cometidas quando era diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), num caso relacionado com contratos públicos que, segundo o tribunal, não cumpriram as regras da contratação pública.
O CHEGA defende que Portugal deve exigir a exclusão de Marrocos da organização conjunta do Mundial de Futebol de 2030, na sequência da invasão massiva de migrantes em Ceuta.
O CHEGA defende que Portugal deve exigir a exclusão de Marrocos da organização conjunta do Mundial de Futebol de 2030, na sequência da invasão massiva de migrantes em Ceuta.
O movimento de professores Missão Escola Pública (MEP) considerou hoje que será "praticamente impossível" concluir as reapreciações da 1.ª fase dos exames nacionais até sexta-feira, relatando casos de docentes convocados nos últimos dias.