A Inversão da Política Social e Económica

O panorama político português há muito que está bipolarizado e submisso a uma franja partidária, que apenas tem manchado o nome lusitano além-fronteiras.

Da Direita à Esquerda, o único compromisso que alguns políticos ou pseudopolíticos eleitos têm, é servirem a causa própria e os interesses do lobbying nacional e internacional.

Casos polémicos de “crimes de colarinho branco” cada vez mais, mancham o nome de Portugal a nível internacional, enxovalhando os princípios da Constituição da República Portuguesa, que se pautam por coesão económica, social e territorial dum Estado com mais de 900 anos de história.

Desde que há memória, e sobretudo no Pós-Revolução dos Cravos, que tantos vociferam como, a grande conquista de Liberdade, o País apenas conheceu a submissão a uma classe política, que nos arrastou para 3 (três) bancarrotas ocorridas durante os governos do Partido Socialista em 1977, 1983 e 2011.

O Partido Socialista está inteiramente ligado à história política de Portugal devido aos momentos de crise económica. Parece-me evidente, que será o partido que menos moralidade terá, para poder criticar quem quer que seja, a não ser eles próprios… mas existirá capacidade intelectual de forma honesta e idónea, para o fazerem?

Se analisarmos a queda livre a que fomos sujeitos, e ao consecutivo endividamento a que o país tem sido votado, pelos sucessivos governos socialistas, deparamo-nos que mesmo com, a injeção de milhares de milhões de euros na nossa economia pela União Europeia, Portugal passa duma Dívida Pública em 1974 de 14% do PIB, para 135,20% do PIB em 2020 (de acordo com dados do EUROSTAT), ocupando a 10ª posição, entre 210 países a nível mundial.

Mesmo com a diminuição atualmente, da taxa face ao PIB para valores abaixo dos 3 dígitos percentuais, a dívida pública continua a rondar, cerca dos 290 Mil Milhões de Euros (dados de fevereiro de 2024).

Face a esta contingências, as atuais gerações e as vindouras, continuarão completamente hipotecadas, visto que, as medidas económicas que seriam de aplicar, serão sempre colocadas em segundo plano, principalmente as de carater fiscal e de anticorrupção.

Basta ir ao Relatório do Tribunal de Contas no que a 2021 e a 2022 diz respeito, e as recomendações continuam a ser as mesmas, as reservas e as omissões continuam a pautar-se por ser iguais, o que se apraz dizer que o Governo, faz “tábua rasa” de tudo o que lhe apontam.

Reiterou o Tribunal de Contas, que a aplicação das medidas necessárias, viriam a resolver os problemas da Reforma das Finanças Públicas, principalmente no âmbito da informação e da legislação, caso as mesmas fossem levadas em consideração e sobretudo, APLICADAS.

Pode-se referir que a informação incompleta sobre elementos patrimoniais, no que a dívidas e garantias prestadas pelos serviços e fundos autónomos, a questões de tesouraria, ao inventário do património imobiliário e às parcerias público-privadas, diz muito no que às CONTAS CERTAS do Estado concerne.

Face ao exposto, e por ineficiência dos critérios adotados, estes desgovernos contribuíram para os mais de 4 milhões de agregados familiares, que caminham a passos largos para a “falência técnica”, onde 77% dos mesmos já estão em risco de não conseguir assumir a totalidade das despesas de principal relevo, não falando sobre a inquietação social que existe, onde 8% das famílias estão em risco do espectro da pobreza total.

Não podemos deixar de relembrar todos os processos de crimes económicos/fiscais, em que o País se viu envolvido nos últimos anos, e onde tudo aconteceu e ninguém foi condenado. É só lembrar alguns casos, como o do BCP, BPN, BPP, BES, BANIF, PT, TAP, negócio das Barragens e Operação Influencer. Há 191 políticos com processos na Justiça e que até aos dias de hoje… nada acontece. Estamos a falar de 1 primeiro-ministro, 11 ministros, 13 Secretários de Estado, 33 deputados e 133 autarcas…

Fica apenas a pergunta… COMO É POSSÍVEL 1.800.000 PORTUGUESES ainda acreditarem nestas verborreias terceiro mundistas, ou seja, 28,66% da população portuguesa, poder mandar nos destinos do País?

Acho que dá bem para perceber o porquê de, PORTUGAL – PRECISA DE UMA LIMPEZA.

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