PJ desmantela rede de burlas “olá pai, olá mãe” e de ofertas de emprego fraudulentas

A Polícia Judiciária (PJ) anunciou hoje ter desmantelado uma rede de burlas “olá pai, olá mãe” e de ofertas de emprego fraudulentas que poderá ter feito milhares de vítimas.

©facebook.com/pjudiciaria

Em comunicado, a PJ divulgou que, através do Departamento de Investigação Criminal de Leiria, desmantelou uma organização criminosa que se dedicava de forma reiterada ao cometimento de burlas, vulgarmente conhecidas por “olá pai, olá mãe” e ‘job scam’, cujos suspeitos “viviam desafogadamente e exclusivamente desta atividade ilícita”.

“Nas buscas realizadas à residência e empresa dos suspeitos, localizadas na área de Lisboa, foram apreendidos seis [aparelhos] SMS GATEWAYS, que operavam simultaneamente com 224 cartões SIM [de telemóvel], equipamentos informáticos, telemóveis e cerca de 13 mil cartões SIM, de várias operadoras nacionais e europeias, utilizados para a prática das burlas com recurso a tecnologia informática”.

Ainda segundo a PJ, os aparelhos aprendidos “permitiam remeter mensagens de forma massiva e terão lesado um número indeterminado de vítimas, presumivelmente na ordem dos milhares”.

“Foram constituídos dois arguidos, um homem de 21 anos e uma mulher de 31, encontrando-se o terceiro suspeito em parte incerta”, adiantou.

À agência Lusa, fonte da PJ de Leiria afirmou que a investigação foi iniciada em 2024 e em causa estão crimes de burla qualificada, associação criminosa e branqueamento.

Os suspeitos são estrangeiros e “haverá ligações familiares entre os três”, adiantou a fonte, explicando que, nesta fase da investigação, ainda não é possível dimensionar o número de burlas tentadas e consumadas.

A PJ pede às vítimas que, em caso de burla, “retenham o máximo de informação”, pois a tendência é para apagar ou bloquear a informação que chega ao telemóvel.

Concretamente no caso de burlas “olá pai, olá mãe” ou falso familiar, a PJ recomenda que se confirme a veracidade relativamente ao autor do pedido de dinheiro, pois a frequência deste fenómeno deve levar a duvidar das solicitações.

Quanto às ofertas de emprego, a fonte esclareceu que, “nos primeiros momentos, as pessoas recebem, efetivamente, quantias baixas, o que vai estimular a continuidade das mensagens”, sendo levadas a investir mais “para abrir uma carteira de clientes ou realizar tarefas”, levando a que fiquem sem dinheiro.

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