Portugal regista 847 óbitos fetais e neonatais com Grande Lisboa acima da média

Um total de 847 óbitos fetais e neonatais ocorreram em Portugal continental em 2023 e 2024, representando 0,52% dos nascimentos, com a Grande Lisboa a registar 0,70%, a percentagem mais alta entre as regiões do país.

© D.R.

Os dados constam de uma monitorização da Entidade Reguladora da Saúde (ERS) hoje divulgada sobre o acesso e a atividade das unidades que prestam cuidados de obstetrícia e que indica que se registaram 426 óbitos fetais (antes do nascimento) e neonatais (até 28 dias de vida) em 2023.

O número baixou ligeiramente para os 421 em 2024.

Segundo os dados da ERS, este número total de óbitos representa 0,52% dos mais de 163 mil nascimentos nestes dois anos em Portugal continental, com a Grande Lisboa a registar 399 mortes, apresentando uma taxa de 0,70%, a mais elevada entre as várias regiões.

A percentagem de óbitos por nascimentos na Grande Lisboa está muito acima das registadas no Norte (0,44%), no Centro (0,42%), no Oeste e Vale do Tejo (0,27%), na Península de Setúbal (0,40%), no Alentejo (0,32) e no Algarve (0,48%), refere o estudo do regulador.

A ERS adianta ainda que as expressões mais frequentemente identificadas nas respostas das unidades de obstetrícia e neonatologia relativas aos óbitos fetais ocorridos em 2024 foram insuficiência placentar, descolamento da placenta e infeção intrauterina.

Já no caso dos óbitos neonatais, as respostas das unidades apontaram com maior frequência para situações de prematuridade extrema, hipoxemia e anomalias congénitas, avança a monitorização da entidade reguladora, que não inclui dados sobre o acesso das utentes às urgências obstétricas e à linha SNS Grávidas, que será avaliado num estudo posterior.

De acordo com a ERS, em 2024, existiam em Portugal continental 56 unidades de obstetrícia e neonatologia, a maioria das quais (69,6%) pertencentes ao Serviço Nacional de Saúde (SNS).

As 56 unidades realizaram mais de 80 mil partos nesse ano, uma ligeira redução em relação aos mais de 81 mil do ano anterior.

Entre 2023 e 2024, verificou-se uma diminuição de 1,1% no número total de partos em Portugal continental, tendência explicada pela redução registada na Península de Setúbal (-11,9%), no Centro (-4,9%), no Norte (-2,6%) e no Algarve (-1,9%).

Em 2024, foram realizadas um total 31.035 cesarianas, das quais 21.073 (67,9%) nas unidades do SNS e 9.962 (32,1%) nos setores social e privado.

Relativamente à classificação das cesarianas – programada, urgente, ou emergente -, em 2023 e 2024, as urgentes foram as mais frequentemente realizadas, mas a ERS volta a salientar que, nas unidades privadas e do setor social, predominaram as programadas (57,3%), enquanto no SNS prevaleceram as urgentes (65,9%).

Já na análise do acesso das utentes aos cuidados de saúde de obstetrícia (partos), que considerou as 56 unidades de obstetrícia e neonatologia em 2024, a ERS conclui que 23,3% das mulheres em idade fértil tem um nível de acesso baixo a cuidados de saúde de obstetrícia, concentrando-se sobretudo em regiões Norte (5,8%), Oeste e Vale do Tejo (5,4%) e Centro (4,8%).

Essa percentagem sobe para os 32,3% apenas considerando a oferta de cuidados do SNS, refere ainda a ERS, que avança que mais de 80% dos partos realizados em Portugal ocorreu em unidades do SNS.

Últimas do País

A influência às urnas para a eleição do próximo Presidente da República situava-se, até às 12h00 de hoje, nos 21,18%, segundo dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.
O escrutínio para eleger o Presidente da República decorre hoje e a tomada de posse do próximo chefe do Estado acontece em 09 de março, perante a Assembleia da República, como manda a Constituição de 1976.
A Comissão Nacional de Eleições (CNE) esclareceu hoje que os boletins de voto na segunda volta das eleições presidenciais terão os nomes de dois candidatos.
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) aplicou 19 processos de contraordenação a oficinas de automóveis pela falta do livro de reclamações e por não terem taxas e impostos nos preços afixados.
O Infarmed recebeu mais cinco pedidos para a realização de ensaios clínicos em 2025, totalizando 209, e autorizou 190, segundo dados hoje divulgados, que revelam uma diminuição do tempo médio de decisão para 32 dias.
Carência de professores generaliza-se a todo o país e obriga escolas a recorrer a horas extraordinárias e soluções de recurso.
Portugal registou mais mortes em 2025, com mais 3.124 óbitos face a 2024, mas os óbitos de crianças com menos de um ano baixaram.
O Heliporto do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, registou mais de 200 aterragens desde que retomou a atividade há 10 meses, dando resposta a pedidos de todo o país, anunciou hoje a instituição.
Quinze distritos estão atualmente sob aviso amarelo devido à previsão de neve e agitação marítima por vezes forte, avançou hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Um homem de 34 anos foi detido pela PSP em plena estação do Cais do Sodré, em Lisboa, por violência doméstica. O suspeito ameaçava a ex-companheira com uma faca e apalpava-a quando foi intercetado pelos agentes, após o alerta de um menor de 15 anos.