CHEGA quer comissão de inquérito para investigar a máfia dos fogos em Portugal

O partido CHEGA anunciou a entrega de um pedido formal para a criação de uma comissão parlamentar de inquérito destinada a investigar o que considera ser a "máfia dos fogos" em Portugal.

© LUSA/PAULO CUNHA

De acordo com o presidente do partido, André Ventura, existem indícios sérios de que os incêndios florestais que assolam o país todos os anos não são apenas resultado de negligência ou causas naturais, mas sim de interesses económicos organizados e de “máfias que lucram com tudo isto”.

Em declarações ao Folha Nacional, André Ventura afirmou que “não podemos continuar a fingir que os incêndios em Portugal são apenas acasos ou desgraças naturais. Há interesses escondidos, há lucros com a destruição, e há uma verdadeira rede montada em torno desta tragédia anual. É uma máfia dos fogos e está a beneficiar com a dor e a desgraça dos portugueses.”

O líder do CHEGA acusa ainda o sistema político de não fazer nada pela prevenção destes fogos. “Ano após ano, ouvimos as mesmas promessas, vemos as mesmas imagens de aldeias destruídas e florestas queimadas e não há consequências para ninguém! Quem é responsabilizado? Esta teia de interesses entre empresas de reflorestação, organizações de bombeiros, negócios ligados à limpeza de terrenos e até entidades públicas tem de ser investigada com urgência.”

A proposta de criação da comissão de inquérito será formalmente entregue nos próximos dias. O partido pretende apurar responsabilidades políticas, administrativas e, eventualmente, criminais, relativamente aos contratos públicos na área da prevenção e combate aos incêndios, à gestão de terrenos ardidos e às ligações entre responsáveis locais e empresas beneficiadas com os fogos.

Este ano, Portugal voltou a registar dezenas de grandes incêndios, com milhares de hectares de área ardida, prejuízos na ordem das dezenas de milhões de euros e várias populações afetadas. Para o CHEGA, a repetição deste cenário já não pode ser atribuída apenas à falta de meios ou ao clima.

Últimas de Política Nacional

Primeiro, o Governo respondeu ao CHEGA indicando um orçamento de 144.456 euros para a destruição dos químicos, em linha com a justificação apresentada por Luís Neves. Agora, confrontado pelo Observador, o Ministério da Justiça esclarece um pormenor decisivo: aquele valor abrangia produtos apreendidos em vários processos e não apenas os 62 bidões da Operação Pacoba. Afinal, os 144 mil euros não eram só para aqueles químicos.
O líder do CHEGA contesta limitações ao objeto da comissão de inquérito e quer escrutinar toda a passagem de Luís Neves pela direção da PJ, incluindo o seu afastamento da Operação Influencer e perceber se decisões tomadas durante o mandato sofreram influência política.
Luís Montenegro vai enfrentar o debate da moção de censura apresentada pelo CHEGA no dia 8 de setembro, às 15h00. Partidos decidiram acelerar os prazos para que o país não fique à espera de uma resposta política à iniciativa apresentada na sequência das polémicas que envolvem o ministro da Administração Interna, Luís Neves.
Presidente do CHEGA anunciou esta quarta-feira que o partido deu entrada de uma moção de censura ao Governo e considera a decisão “irreversível”. André Ventura acusa Luís Neves de não esclarecer as suspeitas que têm marcado a polémica em torno do ministro, critica o silêncio de Montenegro e garante que a comissão parlamentar de inquérito é para manter.
Presidente do CHEGA quer saber como Portugal vai pagar as novas fragatas e quanto custarão os juros. Ventura acusa ainda o Governo de ter adotado a “escola Luís Neves”: “Fala quando quer, sobre o que quer.”
Adjuntos, assessores e chefes de gabinete passaram dos corredores do Governo para lugares na Administração Pública. Em 17 casos, entraram em regime de substituição e, em dois, o percurso já terminou com uma nomeação por cinco anos.
Partido liderado por André Ventura questiona o Governo sobre o destino das habitações financiadas pelo PRR e pelo 1.º Direito e exige números sobre os beneficiários. Perante milhares de portugueses à procura de casa e uma oferta pública escassa, o CHEGA defende prioridade para cidadãos nacionais e para quem demonstre uma ligação duradoura e contributiva ao país.
Presidente do CHEGA considera que Luís Montenegro perdeu autoridade sobre o ministro da Administração Interna e avisa que, se não houver uma decisão sobre Luís Neves, o partido admite avançar com uma moção de censura. André Ventura acusa o ministro de ter arrastado o país para um “lamaçal político” e garante que a comissão parlamentar de inquérito é para manter.
Presidente do CHEGA considera “absolutamente razoável” o projeto que proíbe a mudança de sexo em menores de idade e reafirma a intenção de manter a iniciativa, rejeitando o apelo da ONU para que seja retirada ou revista.
Bancada de André Ventura apresentou dois projetos de lei, 14 projetos de resolução e avançou com a comissão de inquérito à liderança de Luís Neves na PJ. Somam-se ainda 28 perguntas dirigidas ao Governo.