Intervenções emergentes decorrentes dos incêndios têm o valor de 3,7 milhões de euros

As intervenções emergentes e críticas decorrentes dos incêndios rurais deste verão têm o valor de 3,7 milhões de euros, revelou o Ministério do Ambiente e Energia, adiantando existir uma dotação de 15 milhões de euros para ações urgentes.

© LUSA/PAULO CUNHA

Numa informação enviada à agência Lusa, o ministério de Maria da Graça Carvalho explicou que “as intervenções a realizar na sequência destes incêndios dividem-se em duas tipologias”, as emergentes e críticas, cujos trabalhos estão em grande parte concluídos, e as urgentes.

As emergentes e críticas, que envolvem trabalhos de retenção de cinzas, limpeza e desobstrução de linhas de água e retenção de solos, levadas a cabo pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e municípios, “têm um valor de 3,7 milhões de euros”.

A assinatura dos respetivos protocolos com os municípios está prevista para o próximo dia 26, em Sátão, distrito de Viseu.

“Para as urgentes, mas não emergentes, cujo trabalho de identificação e levantamento foi feito em conjunto com os municípios afetados, e que envolvem, por exemplo, a reconstrução de infraestruturas e trabalhos de médio prazo, há uma dotação de 15 milhões de euros”, especificou a tutela.

O ministério realçou que as intervenções em áreas protegidas, Rede Natura 2000 e territórios de elevado valor natural, assim como áreas imediatamente adjacentes, tiveram início de uma “forma excecionalmente rápida”, devido ao diploma que estabelece medidas de apoio e mitigação do impacto de incêndios rurais (publicado em 24 de agosto, mas com efeitos desde 01 de julho) e à portaria para as regulamentar (29 de agosto).

A tutela salientou que aqueles documentos permitiram acelerar os procedimentos administrativos, levando a APA e o ICNF a iniciar os trabalhos muito urgentes, referindo, a este propósito, a conclusão de trabalhos de proteção e controlo da água nas albufeiras de Vilar, Ferradosa e Vilarinho das Furnas, e nos sistemas de abastecimento de Pomares, Vila Cova do Alva e Alagoa (Arganil).

“Dentro dessas intervenções prioritárias estiveram todos os trabalhos para proteger e controlar as linhas de água da contaminação de cinzas e, dessa forma, garantir a qualidade e segurança da água para consumo público”, referiu o ministério em comunicado.

De acordo com o comunicado, foram construídas barreiras de retenção de sedimentos nas linhas de água, além da “monitorização em contínuo da qualidade da água nas captações”, assim como “a limpeza e desobstrução dos troços afetados, restaurando o fluxo natural das águas, e a intervenção prioritária em linhas de água a montante das albufeiras nas zonas afetadas pelos incêndios”.

Segundo a portaria, as medidas de estabilização de emergência a incluir nos contratos-programa podem abranger o “corte e remoção de material vegetal arbóreo e arbustivo ardido, quando for evidente que não tem possibilidades de recuperação”, o “controlo de espécies invasoras lenhosas”, a “recuperação e tratamento de rede viária”, ou “entrançados de resíduos florestais em curvas de nível”.

As medidas de âmbito mais estrutural e de médio prazo podem prolongar-se até três anos após os incêndios, e são orientadas para a reabilitação e para o restauro ecológico, podendo abranger a “proteção das bacias hidrográficas”, a “recuperação de linhas de água”, a “conservação do solo”, ou a “recuperação da fauna e flora”.

Portugal continental foi afetado este verão por múltiplos incêndios rurais de grande dimensão nas regiões Norte e Centro.

Os fogos provocaram quatro mortos, entre eles um bombeiro, e vários feridos, e destruíram total ou parcialmente casas de primeira e segunda habitação, bem como explorações agrícolas e pecuárias e área florestal.

O ano de 2025 é o terceiro pior de sempre em termos de área ardida até 31 de agosto, com 254 mil hectares, indica o Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais.

Últimas do País

Nove pessoas foram detidas por branqueamento, burla e extorsão, numa operação para desmantelar uma organização que angariava pessoas que cediam as contas bancárias para fraudes a empresas, esquema que resultou num prejuízo superior a 250 mil euros.
Um total de 93 mil clientes das redes eletrónicas continua sem abastecimento de energia elétrica devido aos danos provocados pela depressão Kristin, que afetou Portugal continental há uma semana, na rede de distribuição, informou hoje a empresa.
A Direção-Geral da Saúde (DGS) emitiu hoje recomendações de segurança após os danos causados ​​pela tempestade Kristin, alertando para o risco de exposição ao amianto durante trabalhos de limpeza, remoção de destroços e reparos de edifícios.
Uma bomba ficou hoje ferida após ser atropelada quando se dirigiu para o quartel da corporação de Monte Redondo, no concelho de Leiria, por um condutor que se colocou em fuga, afirmaram fontes da Proteção Civil e da GNR.
O número de doentes contratados por doença oncológica aumentou 67% em cinco anos, mas um em cada quatro ainda foram operados acima do tempo máximo de resposta em 2024, indicam dados da Direção-Geral da Saúde (DGS).
A Proteção civil registou 121 ocorrências, entre as 00h00 e as 07h00 relacionadas com o mau tempo, mantendo-se as autoridades a avaliar e monitorizar o nível das águas em várias regiões, que se mantém estável.
O Agrupamento de Escolas Alberto Sampaio, em Braga, afastou de funções um funcionário que foi filmado nu a realizar uma prática sexual frente a alguns alunos e participou o caso ao Ministério Público, disse hoje o diretor.
O mês de janeiro deverá ser o mais chuvoso de sempre, depois de dezembro também já ter registado uma das maiores pluviosidades de sempre, revelou o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Pimenta Machado.
A Câmara de Coruche ativou o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil, na sequência da depressão Kristin, que provocou precipitação intensa e uma subida acentuada dos níveis do rio Sorraia, aumentando o risco de cheias e inundações.
A PSP registou em 2025 um aumento de 8% nas infrações por falta de uso de cintos de segurança e outros sistemas de retenção e apela aos condutores para evitarem comportamentos de risco, durante as tempestades que afetam Portugal.