Autarca do PSD dá contrato de 24 mil euros a sociedade da sua própria vogal

Fernando Ferreira Marques (PSD) adjudicou por ajuste direto um contrato de prestação de serviços jurídicos à sociedade Marques Batista & Associados. Esta firma foi fundada por Joana Marques Batista, que integra o executivo da Junta, assumindo o pelouro jurídico e exercendo funções como vogal-secretária.

© Junta de Freguesia de São Domingos de Rana

O presidente da Junta de Freguesia de São Domingos de Rana, Fernando Ferreira Marques (PSD), atribuiu por ajuste direto um contrato de serviços jurídicos à sociedade de advogados Marques Batista & Associados. A fundadora desta sociedade é Joana Marques Batista, também membro do executivo da Junta, com responsabilidades na área jurídica e atual vogal-secretária do presidente.

Segundo revelou a revista Sábado, o contrato foi celebrado a 15 de março de 2024, no valor de 24 mil euros (acrescido de IVA), tendo como objeto a prestação de apoio jurídico gratuito a residentes com baixos rendimentos. O acordo, com uma duração de dois anos, foi assinado entre Fernando Ferreira Marques e Inês Ferraz, sócia da sociedade e colega de Joana Batista. A deliberação que aprovou o ajuste direto foi tomada em reunião do executivo a 12 de março, com aprovação unânime.

A situação levanta dúvidas quanto ao eventual incumprimento da Lei n.º 52/2019, que regula o exercício de funções por titulares de cargos políticos e altos cargos públicos. Esta legislação proíbe a participação em contratos públicos de empresas detidas ou geridas por esses titulares — incluindo sociedades em que possuam mais de 10% do capital ou um valor superior a 50 mil euros. O regime aplica-se igualmente a membros de executivos autárquicos e aos seus cônjuges ou unidos de facto, abrangendo todas as entidades do universo municipal.

No concelho de Cascais, Fernando Ferreira Marques voltou a vencer a Junta de Freguesia de São Domingos de Rana, pela coligação ‘Viva Cascais’ (PSD/CDS). Joana Marques Batista integra a lista de candidatos efetivos, numa candidatura apresentada como sendo de “continuidade”. No final de setembro, a vogal expressou publicamente o seu entusiasmo pela recandidatura: “Sou candidata com imenso orgulho e dedicação! Rumo à continuidade, à diferença, à evolução — tudo em prol dos nossos vizinhos.”

Últimas de Política Nacional

O candidato presidencial André Ventura afirmou hoje que o primeiro-ministro é “o maior sem noção do país”, depois de Luís Montenegro ter rejeitado na segunda-feira a ideia de caos na saúde.
João Cotrim Figueiredo é acusado de assédio por uma ex-assessora, mas nega tudo. A denúncia foi feita nas redes sociais.
O candidato presidencial André Ventura afirmou hoje que o tratado entre a União Europeia e o Mercosul será “a última pedra na sepultura” da agricultura nacional, criticando Marcelo por não se ter posicionado junto ao Governo.
A mais recente tracking poll da Pitagórica para a CNN Portugal mostra o candidato do CHEGA como o nome mais apontado como favorito pelos portugueses para vencer as Presidenciais de 2026, com António José Seguro e Marques Mendes empatados atrás de Ventura.
André Ventura alertou para uma realidade que considera inaceitável na saúde pública portuguesa: falta de macas, doentes no chão e improviso nas urgências. Para o candidato presidencial, estes episódios mostram um SNS sem respostas para situações básicas.
O candidato presidencial e líder do CHEGA remeteu hoje para “a consciência” do presidente do PSD e primeiro-ministro uma decisão sobre um eventual apoio à sua candidatura, num cenário de segunda volta que o opôs a António José Seguro.
O número de eleitores recenseados para as eleições de 18 de janeiro é de 11.039.672, mais 174.662 votantes do que nas presidenciais de 2021, segundo a atualização final do recenseamento eleitoral.
Sem voto postal e com queixas de boletins que não chegam, um em cada seis eleitores pode ficar fora das presidenciais. A Folha Nacional sabe que cidadãos portugueses no estrangeiro estão a alertar para falhas no processo.
O candidato presidencial apoiado pelo CHEGA lamentou hoje a “inoportunidade” do Conselho de Estado, no qual vai participar, e onde pretende transmitir ao Presidente da República que devia ter tido uma “ação firme” com o Governo na saúde.
O presidente da República promulgou, esta quinta-feira, o diploma que prevê a centralização dos serviços de urgência externa no Serviço Nacional de Saúde (SNS), as chamadas urgências de âmbito regional.