Proteção Civil alvo de buscas por suspeitas de corrupção em contratos públicos

O Ministério Público e a GNR realizaram, esta quinta-feira, buscas nas instalações da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, no âmbito de uma investigação por suspeitas de crimes de corrupção e participação económica em negócio, segundo o Correio da Manhã.

© GNR

As diligências integram a Operação Obsequiam, conduzida pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), e estendem-se a residências, empresas e entidades públicas.

De acordo com o comunicado do DCIAP, estão a ser cumpridos seis mandados de busca domiciliária e quatro a instalações públicas e empresariais, incluindo empresas do setor têxtil e de equipamentos de proteção individual, bem como casas de dirigentes e técnicos de contas ligados ao processo.

As autoridades investigam eventuais favorecimentos ilegais em concursos públicos realizados entre 2015 e 2023, com prejuízo para o Estado português, lê-se na nota oficial.

No terreno estão destacados 48 militares da GNR e cinco magistrados do Ministério Público do DCIAP.

A Proteção Civil confirmou, em comunicado, a realização das buscas e garantiu estar “a colaborar com as autoridades”, reafirmando “total disponibilidade para prestar o apoio necessário no âmbito das diligências em curso”.

O inquérito decorre sob segredo de justiça e é dirigido pelo Ministério Público, com a coadjuvação da Direção de Investigação Criminal da GNR.

Últimas do País

A presidente do Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) acusou a ministra da Saúde de não cumprir a promessa sobre o INEM, referindo que o instituto está com menos de 30 médicos no quadro quando estão previstos 70 lugares.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve uma mulher com um mandado de detenção internacional para cumprimento de uma pena de nove anos e quatro meses por associação criminosa e tráfico de droga, segundo informação divulgada hoje.
O Tribunal de Aveiro condenou hoje dois arguidos, pai e filho, a penas de cinco anos e meio e sete anos de prisão por vários roubos violentos a idosos ocorridos em 2024 e 2025.
O CHEGA pediu, a 14 de outubro, a presença urgente do ministro da Agricultura no Parlamento, após a deteção do vírus 'Shamonda' em seis explorações bovinas portuguesas. Oito dias depois, França confirmou o primeiro caso conhecido de infeção humana, num doente que morreu no início do mês.
Dois equatorianos, um colombiano e um venezuelano foram intercetados pela Marinha Portuguesa a bordo de uma embarcação semissubmersível que transportava 1740 quilos de cocaína, avaliados em mais de 62 milhões de euros. Os quatro homens, detidos em outubro de 2025, foram agora condenados pelo Tribunal de Ponta Delgada, nos Açores, a penas entre 10 e 14 anos de prisão por envolvimento numa rede internacional de tráfico de droga.
O atual e o ex-presidente da Câmara de Valongo, Paulo Esteves Ferreira e José Manuel Ribeiro, eleitos pelo PS, foram condenados por abuso de poder à perda de mandato por limitarem a circulação de camiões na estrada de acesso ao aterro de Sobrado em 2020. A sentença incluiu ainda a aplicação de multas e a possibilidade de recurso.
Um idoso foi detido pela GNR por provocar um incêndio florestal em Carrazeda de Ansiães, devido à queima de sobrantes que se descontrolou, revelou a força policial.
A Universidade Politécnica de Portalegre (UPP) abriu um inquérito interno para apurar alegada tentativa de assédio sexual entre alunos, revelou o vice-reitor à agência Lusa.
A Habita!, criada por antigas assessoras do BE, recebeu apoios de organizações internacionais, incluindo uma rede financiada na sua origem pela fundação de George Soros. Uma investigação identifica ainda 150 mil euros de fundos europeus.
Mais de 240 turmas do 1.º ciclo continuam sem professor atribuído, segundo avança o Expresso. A falta de docentes prolonga-se mais de um mês após o arranque das aulas.