Travessias ilegais pelo Canal da Mancha já superam todo o ano de 2024

Quase 37.000 pessoas entraram no Reino Unido desde o início deste ano atravessando ilegalmente o Canal da Mancha, o que supera o número registado em todo o ano de 2024, anunciou hoje Ministério do Interior britânico.

© Facebook Open Arms

De acordo com o Governo britânico, entre janeiro e este mês, entraram no país 36.954 migrantes em barcos improvisados usados para atravessar o canal entre França e Reino Unido.

Estes números, no entanto, continuam abaixo dos registados em 2022, quando 45.774 migrantes desembarcaram em terras inglesas, o número mais elevado desde o início do fenómeno em 2018.

O governo trabalhista de Keir Starmer está a tentar, até agora sem sucesso, reduzir o número de migrantes que atravessam o Canal da Mancha nestes pequenos barcos.

Londres e Paris concluirão, em julho, um acordo baseado no princípio de “um por um”, através do qual França recebe migrantes que tenham chegado ao Reino Unido em “pequenos barcos” e cujos pedidos de asilo não sejam admissíveis e Londres recebe pessoas localizadas em França que se tenham candidatado a migrar através de uma plataforma ‘online’, dando prioridade às que têm ligações ao Reino Unido.

Desde a sua entrada em vigor, no início de agosto, 42 migrantes foram deportados para França e 23 pessoas foram recebidas no Reino Unido, segundo o Ministério do Interior.

Um dos migrantes que foi devolvido a França ao abrigo deste acordo fez novamente a travessia, chegando a Inglaterra há poucos dias.

Estas travessias perigosas causaram a morte de pelo menos 27 pessoas desde o início do ano, de acordo com dados oficiais.

Londres está a exortar Paris a modificar a sua política de intervenção para poder intercetar os táxis aquáticos até 300 metros da costa, e o Presidente francês, Emmanuel Macron, indicou, em julho, que o acordo franco-britânico deveria permitir “ações em todo o sistema marítimo”.

Últimas do Mundo

A Europol avisou hoje que o nível de ameaça terrorista e de extremismo violento no território da UE é atualmente considerado elevado, devido à guerra no Médio Oriente, e advertiu que o risco de ciberataques também deverá aumentar.
O Sistema de Alerta Rápido da União Europeia (UE) para produtos não alimentares perigosos registou, em 2025, um número recorde de 4.671 alertas sobre bens como cosméticos, brinquedos e aparelhos elétricos, anunciou hoje a Comissão Europeia.
Um esquema que terá durado 20 anos está agora em tribunal em Valladolid. A acusação diz que uma funerária retirava os caixões antes da cremação e voltava a vendê-los a outras famílias.
Três pessoas morreram e 14 ficaram feridas após um tiroteio ocorrido num bar em Austin, no estado do Texas, informaram as autoridades policiais.
Mais de 70 casos de 'chikungunya' em viajantes regressados das Seychelles foram registados desde novembro por 10 países europeus, mas o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças afirma que a transmissão local na Europa continental é improvável.
A Europa investiu cerca de 45 mil milhões de euros em novos projetos eólicos em 2025, aproximadamente 21 gigawatts (GW), mas o ritmo de implementação permanece "aquém do necessário" face aos objetivos, incluindo em Portugal, segundo um estudo.
O historiador de arte e até aqui presidente do Palácio de Versalhes, Christophe Leribault, vai ser o próximo responsável máximo pelo Museu do Louvre, em Paris, anunciou hoje o Governo francês.
Uma perfuração supostamente causada pelo impacto de uma bala foi descoberta na fuselagem de um avião da American Airlines que fez a ligação entre Medellín, na Colômbia, e Miami, Estados Unidos.
As autoridades belgas abriram uma investigação após a descoberta de pornografia infantil na cela do pedófilo belga Marc Dutroux, em prisão perpétua pela violação de seis raparigas e homicídio de quatro delas, confirmou o Ministério Público local.
O antigo ministro trabalhista britânico Peter Mandelson foi detido hoje em Londres sob suspeita de má conduta em cargo público, anunciou a Polícia Metropolitana.