Já existem três organizações terroristas a operar em Portugal

O deputado do CHEGA, Francisco Gomes, afirmou, em audição parlamentar no âmbito da discussão do Orçamento do Estado para 2026, que “já existem três organizações terroristas a operar em Portugal”, exigindo explicações ao Governo sobre o alegado funcionamento dessas células no território nacional.

© AFP/Getty Images

Segundo Francisco Gomes, as organizações identificadas incluem a Jamaat-e-Islami, que, afirmou, “tem como objetivo declaradamente a implantação do Islão em todas as áreas da sociedade” e foi “oficialmente declarada como organização terrorista” por vários países em 2024, por estar envolvida em “assassinatos de minorias religiosas, incluindo especialmente católicos”.

De acordo com o deputado, o movimento é liderado em Portugal por um indivíduo que, alegadamente, coordena ações e protestos contra cristãos na Europa. Jamaat-e-Islami é uma organização que tem ligações ao BNP (Bangladesh National Party), um partido que tolera, promove e financia acções de movimentos extremistas islâmicos, incluindo dentro do próprio Bangladesh. Membros do BNP estão em Lisboa e estiveram envolvidos num episódio de violência que teve lugar em Lisboa em Janeiro de 2025. O BNP também tem laços estreitos com o Partido Socialista e pessoalmente com Rana Taslim Uddin.

A segunda organização, explicou, é a Dawat-e-Islami, liderada em Portugal por um homem chamado Maulana Attari, que “está a usar o país para planear protestos contra cristãos na Irlanda, na Grécia e na Suécia”, ações essas “reportadas em redes sociais abertas”. Francisco Gomes acrescentou que esta organização “tem como irmãs o Hamas palestiniano e a Irmandade Muçulmana”.

A terceira organização, continuou, é a Khelafat Majlis, liderada em Portugal por um homem identificado como Ahmad Quader, cujo líder, “na sua instalação em Lisboa, declarou: não há alternativa senão um sistema estatal islâmico baseado no califado e na erradicação de todas as outras religiões”.

Segundo o deputado, este movimento “tem como organização irmã o Hizb ut-Tahrir, também declarado como organização terrorista pelo governo britânico em janeiro de 2024”.

No final da intervenção, Francisco Gomes questionou o Governo sobre se tem conhecimento da existência e das atividades destas organizações e, caso não tenha, como explica a ausência de reação, tendo em conta o historial de ações terroristas no estrangeiro por parte dos mesmos grupos que, segundo disse, operam agora em território português. O deputado perguntou ainda se o Estado está disposto a expulsar do país os líderes destas organizações e todos os que a elas se associem, considerando que representam “uma ameaça clara à segurança e à estabilidade nacional”.

Últimas de Política Nacional

Proposta do CHEGA para acabar com as subvenções vitalícias a antigos titulares de cargos políticos foi chumbada no Parlamento. PSD e PS votaram lado a lado para travar o diploma e manter o atual regime.
O líder do CHEGA anunciou hoje que o partido vai pedir ao Tribunal Constitucional a fiscalização sucessiva da Prestação Social Única (PSU), por considerar inconstitucional que pessoas com elevada incapacidade por doença tenham de prestar trabalho social.
A dirigente e deputada do CHEGA Rita Matias afirmou hoje que o seu partido está disponível para um “diálogo concreto” com o PSD e devolveu ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, a acusação de “falta de coragem”.
O presidente do CHEGA disse que tentou “até à última hora” um consenso com o Governo sobre a lei laboral, e rejeitou que o chumbo da proposta tenha sido “cálculo político”.
André Ventura levou ao debate quinzenal 47 páginas de propostas para alterar a reforma laboral, defendendo o regresso dos 25 dias de férias, a valorização de quem trabalha por turnos e uma revisão das regras de acesso aos apoios sociais.
O líder do CHEGA anunciou esta terça-feira que a reunião que teve com o primeiro-ministro sobre as alterações à lei laboral terminou sem acordo e indicou que o partido e o Governo vão "continuar a trabalhar" nas próximas horas.
O presidente do CHEGA, André Ventura, confirmou hoje que vai voltar a reunir-se com o primeiro-ministro e líder do PSD, Luís Montenegro, sobre a reforma laboral e pediu um compromisso escrito em relação à idade da reforma.
O Parlamento vota hoje uma lista conjunta PSD, CHEGA e PS para a eleição de quatro novos juízes candidatos ao Tribunal Constitucional (TC) e também a candidata proposta pelos socialistas para provedora de Justiça, Luísa Neto.
O Presidente do CHEGA defendeu hoje a confirmação do decreto do Parlamento sobre a utilização de bandeiras em edifícios públicos vetado pelo chefe de Estado, considerando que existe uma maioria suficiente para o fazer.
O Presidente do CHEGA afirmou hoje que não foi possível chegar a um entendimento com o Governo sobre a reforma laboral, depois de ter estado reunido com o primeiro-ministro, e reiterou que votará contra "se tudo se mantiver como está".