Portugal submeteu 8.º pedido de pagamento a Bruxelas do PRR

Portugal submeteu hoje à Comissão Europeia o oitavo pedido de pagamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), com a comprovação de 22 marcos e metas.

© DR

“Portugal submeteu hoje à Comissão Europeia o 8.º pedido de pagamento do PRR, dando continuidade ao calendário acordado com Bruxelas e confirmando o bom ritmo de execução do plano”, anunciou, em comunicado, o Ministério da Economia e Coesão Territorial.

Para o Governo, esta antecipação confirma a capacidade de execução do PRR, bem como o cumprimento do acordado com Bruxelas.

Segundo a mesma nota, com a apresentação deste pedido, e após a avaliação positiva da Comissão Europeia ao sétimo pedido de pagamento, Portugal continua a estar entre os Estados-membros com melhor desempenho no PRR.

“O Governo mantém o compromisso com uma execução eficiente, transparente e dentro dos prazos definidos. A antecipação de marcos e metas demonstra estabilidade, rigor e uma gestão responsável dos fundos europeus”, afirmou, citado no mesmo comunicado, o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida.

No final do mês passado, Portugal submeteu a Bruxelas uma nova revisão do PRR para assegurar a execução de todos os marcos e metas até 31 de agosto do próximo ano.

Num comunicado divulgado na altura, o Governo disse que a revisão garante “que todas as subvenções previstas no PRR serão cumpridas”, que “todas as subvenções do PRR serão investidas”, tendo sido aumentadas algumas metas e “outras diminuídas, assegurando que o valor final se mantém o mesmo” e que “as obras que estava previsto financiar com empréstimos do PRR e que não podem ser executadas até agosto de 2026, no valor de 311 milhões de euros, serão executadas com recurso a outros empréstimos, com taxas de juro equivalentes”.

Trata-se do “caso da linha vermelha do Metro de Lisboa”, precisou o ministério, depois de ter sido noticiado que o financiamento da obra poderia estar em risco por atrasos no avanço da empreitada.

O Governo explicou ainda que nesta revisão foram “ajustados prazos e eliminados obstáculos administrativos na comprovação dos marcos e metas” e que Bruxelas “aceitará também, no âmbito das regras aplicáveis, a eliminação ou fusões de marcos e metas intermédias ou associados a medidas de reduzido valor”.

O PRR, que tem um período de execução até 2026, pretende implementar um conjunto de reformas e investimentos tendo em vista a recuperação do crescimento económico.

Além de ter o objetivo de reparar os danos provocados pela covid-19, este plano tem o propósito de apoiar investimentos e gerar emprego.

Últimas de Política Nacional

O presidente do CHEGA revelou hoje que não foi possível chegar a acordo sobre a lei da nacionalidade e vai avançar com “propostas próprias e autónomas”, acusando o PSD de não conseguir “ser menos socialista do que os socialistas”.
O CHEGA quer que os profissionais da Força Especial de Proteção Civil passem a ser reconhecidos como profissão de desgaste rápido, defendendo que as funções que exercem justificam regras específicas no acesso à aposentação.
A carga fiscal em Portugal manteve-se em níveis elevados em 2025, fixando-se nos 35,4% do Produto Interno Bruto (PIB), ligeiramente acima dos 35,2% registados no ano anterior.
O presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, arguido no processo relacionado com despesas em almoços de dirigentes municipais, afirmou que “odeia o que André Ventura representa”.
A Câmara Municipal de Matosinhos adjudicou, por ajuste direto, um contrato à sociedade de advogados Vieira de Almeida, onde a filha da presidente socialista da autarquia, Luísa Salgueiro, exerce funções como advogada estagiária.
A repressão dos protestos no Irão chegou ao Parlamento português. O CHEGA apresentou uma proposta que recomenda ao Governo a expulsão do embaixador iraniano em Portugal, acusando o regime de Teerão de violar direitos fundamentais e reprimir violentamente manifestações pró-democracia.
O CHEGA vai indicar Rui Gomes da Silva para o Conselho Superior da Magistratura e Fernando Silva para o Conselho Superior do Ministério Público, ambos membros do "Governo sombra" do partido, indicou hoje André Ventura.
O líder do CHEGA revelou hoje que chegou a acordo com o PSD sobre as eleições para os órgãos externos e anunciou que os dois partidos vão apresentar uma lista conjunta de candidatos ao Conselho de Estado.
O CHEGA apresentou no Parlamento um projeto de lei que pretende restringir a realização de celebrações muçulmanas em espaços públicos e impor novas regras no financiamento e construção de novas mesquitas no país.
O líder do CHEGA associa a subida do custo de vida à guerra na Ucrânia e defende descida de impostos para aliviar os portugueses.