Ventura tem Eanes e Giorgia Meloni como exemplos

O candidato presidencial, e líder do CHEGA, André Ventura escolhe o antigo Presidente da República Ramalho Eanes e a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni como exemplos de liderança.

© Folha Nacional

“De todos os presidentes que tivemos, acho que Ramalho Eanes foi aquele que melhor representou, com autoridade, com sobriedade, o modelo de Presidente”, afirmou.

Em entrevista à agência Lusa no âmbito das eleições presidenciais de 18 de janeiro, a nível internacional o candidato a Presidente da República destacou a primeira-ministra de Itália.

“Giorgia Meloni tem conseguido combinar a defesa dos valores da nossa matriz cristã, a defesa dos valores da segurança, de uma Europa segura e com a imigração controlada, com algum arrojo do ponto de vista da luta contra o sistema. Não é um modelo de governante, mas é alguém em quem vejo qualidades”, referiu.

André Ventura defendeu que “hoje há maus governantes na Europa”, que “está tão degradada, não só da ascensão do socialismo e das social-democracias no pós-segunda guerra mundial, mas também da corrupção que tem gerado a degradação nos sistemas”.

“Eu acho que nós precisamos de um Presidente da República capaz de unir, mas eu não vou dizer o mesmo que dizem todos os meus adversários, eu não vou ser o presidente da união fácil, de palavra certa e barata, confortável em todos os momentos. Nós não podemos tapar as clivagens, a polarização, os problemas com a conversa da treta, de que vamos ter que nos juntar todos, vamos ter que falar todos […]. Isto é a conversa de 50 anos que não deu em nada, nós temos de começar a ter um Presidente capaz de tocar nos problemas”, salientou.

Ventura aproveitou também este ponto para criticar Gouveia e Melo, seu adversário na corrida a Belém.

“O que eu nunca diria, nem aqui nem em lado nenhum, a não ser que eu estivesse louco, é que Mário Soares é o meu modelo de presidente, isso é o que eu nunca diria, e respeito quem o ache”, afirmou, considerando “estranho” e “um pouco incompreensível” que o almirante, “que até começou uma campanha a dizer que se aproximava, ou que tinha parecenças com as posições do CHEGA, em matéria de imigração, em matéria de justiça, em matéria de modelo económico, etc., acabe a dizer que o seu modelo de presidente é o Mário Soares”.

“Isto foi um lanço de um lado ao outro”, considerou.

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