Sindicato do Pessoal de Voo critica envolvimento de Pinto Luz na privatização da TAP

O presidente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), Ricardo Penarroias, considera "exacerbada" e "doentia" a vontade do Governo em privatizar a TAP, questionando como pode ser Miguel Pinto Luz a liderar o processo.

©facebook.com/tapairportugal

“Tivemos recentemente uma ida da Polícia Judiciária à TAP sobre aquele período [a privatização de 2015]. Pergunto eu: porque é que ele [Miguel Pinto Luz, atual ministro das Infraestruturas e da Habitação] agora volta a estar dentro deste processo?”, afirmou o dirigente sindical em entrevista no programa Conversa Capital, da Antena 1 e do Jornal de Negócios.

 Em 18 de novembro, a PJ realizou buscas na TAP, no grupo Barreiro e na Parpública, numa investigação liderada pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) por suspeita de crimes na privatização da companhia aérea em 2015 – altura em que o atual ministro Pinto Luz era secretário de Estado do segundo executivo PSD/CDS liderado por Pedro Passos Coelho.

Certo de que a operação é um erro, Ricardo Penarroias considera o caderno de encargos “miserável” – “É uma página A4 que pouco ou nada diz”, sustenta – e classifica como “exacerbada” e “quase doentia” a vontade do Governo em privatizar a TAP, sobretudo num ‘timing’ tão “absurdo” como o atual.

Isto porque, explica, a 31 de dezembro deste ano termina o plano de reestruturação imposto por Bruxelas, pelo que a companhia teria capacidade para crescer com a liderança da atual administração.

Confessa ainda que o que mais o preocupa neste processo de privatização da TAP é “a falta de diálogo público” sobre o tema e o assumir da privatização como facto consumado, “sem questionar os porquês e os como”.

Sobre os candidatos que apresentaram manifestações de interesse na privatização da companhia portuguesa, o presidente do SNPVAC diz que todas têm “mais-valias”, mas também questões que geram “preocupação” e que “não estão a ser acauteladas”, nomeadamente relativamente à manutenção do ‘hub’ de Lisboa.

Adicionalmente, Penarroias alerta para o facto de nada ser dito sobre o pagamento de 300 milhões de euros devidos aos trabalhadores na sequência de uma decisão do Tribunal Constitucional que deu razão ao sindicato e confirmou a nulidade de uma norma do anterior acordo coletivo de trabalho que discriminava os trabalhadores com contrato a termo.

Já em relação à ameaça da Ryanair de encerrar todos os voos para os Açores a partir de março de 2026, alegando as elevadas taxas aeroportuárias, Ricardo Penarroias diz que é ‘bluff’ para conseguir mais vantagens por parte do Governo Regional dos Açores, numa estratégia que a companhia repete “em todos os finais de contrato” e “em todos os aeroportos do país”.

No que diz respeito à greve geral de 11 de dezembro, o dirigente sindical admite um “grande impacto”, mas teme que venham a ser decretados serviços mínimos desproporcionais que o sindicato tenha de contestar. Diz ainda que “não se espantaria” se o ministro da tutela avançasse com a ameaça da requisição civil, demonstrando a sua “pouca capacidade para o diálogo e para a democracia”.

Na entrevista à Antena 1 e ao Jornal de Negócios, Ricardo Penarroias justifica a adesão à greve geral por uma questão de responsabilidade social e defende que o anteprojeto de revisão da legislação laboral do Governo tem de regressar “à estaca zero”, não bastando fazer “mudanças cirúrgicas”.

Se o documento for aprovado pela Assembleia da República tal como está, avisa que novas greves poderão acontecer, até porque, a partir do momento em que o pacote laboral for aplicado, a “luta já não será com o Governo”, mas “com as empresas”.

Últimas de Política Nacional

O presidente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), Ricardo Penarroias, considera "exacerbada" e "doentia" a vontade do Governo em privatizar a TAP, questionando como pode ser Miguel Pinto Luz a liderar o processo.
O candidato presidencial André Ventura admite que não passar a uma segunda volta das eleições de janeiro será uma derrota e que, se lá chegar, será uma batalha difícil, porque estarão “todos contra” si.
O candidato presidencial, e líder do CHEGA, André Ventura escolhe o antigo Presidente da República Ramalho Eanes e a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni como exemplos de liderança.
Um Presidente da República tem de fazer tudo para evitar o envio de jovens militares portugueses para a guerra na Ucrânia, disse hoje o candidato presidencial André Ventura, vincando que a Rússia tem de ser derrotada.
A Câmara de Vila Nova de Gaia revelou hoje ter determinado uma auditoria ao projeto Skyline/Centro Cultural e de Congressos, que levou a tribunal o ex-vice-presidente socialista Patrocínio Azevedo, juntamente com mais 15 arguidos, por suspeitas de corrupção.
O Ministério Público (MP) abriu um inquérito após denúncias de alegadas falsas assinaturas na lista de propositura da candidatura autárquica independente em Boticas, que foi rejeitada pelo tribunal e não foi a eleições.
O Ministério Público acaba de colocar um deputado socialista no centro de mais uma tempestade judicial: Rui Santos, ex-presidente da Câmara de Vila Real e atual deputado do PS, foi formalmente acusado de prevaricação e abuso de poder por alegadamente transformar a empresa municipal Vila Real Social numa peça de xadrez político ao serviço das suas ambições pessoais e partidárias.
A garantia é de Patrícia Almeida, mandatária nacional de André Ventura, deputada à Assembleia da República e militante fundadora do CHEGA. Para a dirigente, o recorde histórico de assinaturas “prova a força real do candidato” e mostra que “o país quer mudança e não teme assumir isso”. Patrícia Almeida assegura que Ventura é “o único capaz de defender os portugueses sem hesitações” e promete uma campanha firme, mobilizadora e “determinada a devolver Portugal aos portugueses”.
O oitavo debate das Presidenciais ficou hoje em suspenso. António José Seguro, candidato e antigo líder socialista, anunciou que não poderá marcar presença esta quinta-feira no duelo com João Cotrim Figueiredo, na RTP1, devido a um agravamento do seu estado de saúde.
No último dia do debate orçamental, André Ventura classificou o Orçamento do Estado como um documento “viciado e sem ambição”, acusando o Governo de manter a velha fórmula que, diz, tem destruído o país: mais impostos, mais burocracia e mais peso sobre quem trabalha.