Ventura acusa Marcelo de “falar muito e decidir pouco” no último Ano Novo em Belém

O Líder do CHEGA elogia o diagnóstico de Marcelo Rebelo de Sousa sobre o país, mas deixa o alerta: “Portugal não precisa de análises, precisa de ação”.

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O candidato presidencial André Ventura não deixou passar em branco a última mensagem de Ano Novo de Marcelo Rebelo de Sousa enquanto Presidente da República. Apesar de reconhecer um discurso “neutro” e “objetivo” no retrato do estado do país, o líder do CHEGA aponta uma falha que considera decisiva: a ausência de intervenção política e de decisões concretas.

Para Ventura, Marcelo mantém o mesmo registo que marcou o seu mandato. “Os portugueses não precisam de um Presidente que faça diagnósticos e análises”, criticou, acusando o atual chefe de Estado de assumir um papel de comentador em vez de decisor. Na sua visão, o país exige um Presidente “interventivo”, capaz de “tomar decisões difíceis” e de agir perante os problemas reais que afetam o quotidiano dos cidadãos.

As críticas surgem após Marcelo Rebelo de Sousa ter dirigido, a partir do Palácio de Belém, a sua última mensagem de Ano Novo enquanto Presidente da República. No discurso, Marcelo desejou que 2026 seja um ano com mais saúde, educação, habitação, justiça, crescimento económico, emprego e menos pobreza e desigualdade, apelando ainda a maior tolerância, concordância e coesão nacional.

“O mesmo desejo vale para Portugal: mais desenvolvimento, mais justiça, mais liberdade, mais igualdade e mais solidariedade”, afirmou o Presidente, sublinhando a importância de um país mais unido e socialmente equilibrado.

Para André Ventura, porém, os desejos já não chegam. O candidato presidencial defende que Portugal precisa de liderança política firme, menos palavras e mais decisões — uma mensagem que marca o tom da sua entrada na corrida a Belém.

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