Segundo a agência das Nações Unidas, que se baseou na análise consolidada de oito bases de dados, a temperatura média global foi no ano passado 1,44ºC acima da média do período de referência (1850-1900).
Em novembro, durante a cimeira mundial do clima no Brasil, a OMM tinha admitido que 2025 seria o segundo ou terceiro ano mais quente desde que há registos.
Num comunicado hoje divulgado, a organização assinala que os últimos 11 anos (2015 a 2025) foram os 11 mais quentes desde que há registos, com 2023, 2024 e 2025 a serem os mais quentes nas oito bases de dados que serviram de suporte à análise da OMM.
A temperatura média consolidada de três anos, entre 2023 e 2025, foi 1,48ºC acima da era pré-industrial, aproximando-se do limite do aquecimento global de 1,5ºC definido no Acordo de Paris.
Citada no comunicado, a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, disse que 2025, apesar de ter começado e terminado com a ocorrência do fenómeno climático ‘La Niña’, associado a temperaturas globais mais baixas, “foi um dos anos mais quentes já registados” devido à “acumulação de gases com efeito de estufa que retêm o calor na atmosfera”.
“As elevadas temperaturas em terra e nos oceanos contribuíram para a ocorrência de eventos climáticos extremos — ondas de calor, chuvas intensas e ciclones tropicais de grande intensidade – o que reforça a necessidade vital de sistemas de alerta precoce”, sublinhou Celeste Saulo.
Um estudo separado, que a OMM cita e divulgado recentemente pela publicação científica Advances in Atmospheric Sciences, concluiu que a temperatura média global da superfície do mar em 2025 foi 0,49°C acima do valor do período 1981–2010.