Sem professores e com salas cheias: 23 mil alunos começam o segundo período sem todos os docentes

A falta de docentes continua a afundar o ensino público. Milhares de alunos começaram a semana sem todas as aulas, turmas são espalhadas por várias salas e há crianças que continuam sem professor titular desde o início do ano letivo.

© D.R.

A falta de professores continua a afetar de forma séria o funcionamento das escolas portuguesas. De acordo com a Federação Nacional dos Professores (Fenprof), cerca de 23 mil alunos iniciaram esta semana sem todos os docentes atribuídos, devido à existência de 363 horários ainda por preencher no âmbito da contratação de escola. Os números representam um agravamento face ao ano passado, quando a estimativa apontava para cerca de 20 mil alunos afetados, refere o Jornal de Notícias.

A situação é particularmente preocupante no 1.º Ciclo, onde se registam turmas inteiras redistribuídas por outras salas, coordenadores forçados a assumir funções letivas e salas com mais de 30 alunos, por vezes de diferentes anos de escolaridade. Para João Pereira, dirigente da Fenprof, estes dados confirmam que a crise da falta de professores continua a agravar-se, sobretudo nos primeiros anos de ensino.

Ainda segundo o Jornal de Notícias, só nas últimas duas semanas os diretores escolares lançaram 889 novos horários, o que, segundo a Fenprof, poderá ter deixado até 62 mil alunos sem todas as aulas asseguradas. Destes, 268 horários dizem respeito ao 1.º Ciclo, sendo 72 anuais e completos, um sinal particularmente alarmante de que há crianças que não têm professor titular desde o início do ano letivo.

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