Antes do surgimento do Partido CHEGA em abril de 2019, o Partido Socialista (PS) e o
Partido Social Democrata (PSD) atuavam com impunidade, fazendo vista grossa a todo e
qualquer escândalo de corrupção que envolvesse os seus militantes. Em vez de os
afastarem, protegiam-nos a todo o custo, puxando todos os necessários cordelinhos para
abafarem os casos.
Exemplos não faltam: o processo “Face Oculta” em que o ex-ministro do PS, Armando Vara
esteve envolvido. O caso BPN que envolveu figuras de topo do PSD e do Governo de Cavaco
Silva, tendo este banco colapsado, que resultou num “buraco” nas contas públicas de
vários milhões de euros, ou o Caso Operação Marquês em 2014, que levou a detenção em
direto do ex-primeiro-ministro do PS, José Sócrates, suspeito de branqueamento de
capitais, fraude fiscal e corrupção passiva, tendo sido a primeira vez que um antigo chefe
de governo seria preso.
Mais casos e mais escândalos se sucederam, e o modus operandi mantinha-se sempre o
mesmo, abafar e esperar que o assunto caísse no esquecimento, contudo, quando o
CHEGA surgiu e conseguiu eleger o seu primeiro deputado para a Assembleia da República,
estes partidos parecem ter esquecido das falhas acumuladas ao longo dos últimos
cinquenta anos para declararem guerra aberta à nova força política.
Durante anos atacaram o CHEGA com todo o tipo de narrativas fantasiosas, acusando
inclusive os seus apoiantes de serem extremistas, fascistas e racistas. Na verdade, grande
parte desse eleitorado eram pessoas que se encontravam fartas de serem enganadas,
iludidas, trapaceadas pelos contínuos Governos do PSD e do PS, e viram o CHEGA como
uma tábua de salvação.
Anos se passaram, mas os ataques provenientes destes dois partidos nunca cessaram, o
povo grita por mudança, mas esta elite teima em ignorar este apelo, arranjando todo o tipo
de desculpas para justificar o aumento exponencial de deputados do CHEGA na
Assembleia da República ou a adesão crescente dos jovens.
Enquanto os partidos tradicionais tentavam desacreditar o CHEGA, o CHEGA conseguiu
passar de um partido com apenas um deputado na Assembleia da República em 2019 para
se tornar a segunda maior força política em Portugal em 2025, tendo ao longo deste
turbulento percurso conseguido levar à discussão da praça pública temas como a
imigração restritiva e o endurecimento penal, rompendo com os tradicionais discursos do
bipartidarismo PS/PSD.
Entre as recentes vitórias do CHEGA, destaca-se a aprovação na generalidade da proposta
para criar a Unidade Nacional de Polícia de Estrangeiros e Fronteiras (UNEF) na PSP, com
vista ao reforço do controlo de imigração após o fim do SEF.
O resultado deste trabalho contínuo já se visualiza nos debates televisivos o desespero dos
representantes destes partidos, que em vez de apresentarem com seriedade soluções para
os problemas reais da sociedade portuguesa, como a saúde, a crise migratória ou a
segurança interna, limitam-se exclusivamente a atacar o CHEGA com temas laterais, como
a Política Externa dos EUA, enquanto o CHEGA continua a lutar pela mudança.
Ao continuarem a agir assim, ignoram indiretamente milhares de reformados a viver no
limiar da pobreza com os veteranos de guerra que continuam a sobreviver sem qualquer
tipo de amparo financeiro digno ou os doentes que desesperam em filas de espera.
Enquanto a pobreza não bater à porta destas elites partidárias enraizadas, estes
continuarão a ignorar a existência destas pessoas e a viver no mundo de “faz de conta”
.