De acordo com o relatório, com dados de 01 de outubro a 18 de janeiro, abrangendo já o atual período de cheias generalizadas no país, foram afetadas até ao momento 645.751 pessoas, equivalente a 122.857 famílias, com 11.226 casas parcialmente destruídas e 4.883 totalmente destruídas.
No balanço anterior, com dados até sexta-feira, era referido o total 103 óbitos e 173 mil pessoas afetadas desde o início da época das chuvas em Moçambique, avançou nesse dia o Governo, decretando de seguida o alerta vermelho nacional.
Dos 79 centros de acomodação abertos desde o início da época das chuvas, 68 permanecem ativos, com 60.919 pessoas, das 55.722 que já tiveram de ser retiradas das áreas evacuadas, segundo o mesmo relatório do INGD.
Foram afetadas ainda 37 unidades sanitárias e 44 casas de culto, além de 224 escolas, sete pontes, 27 aquedutos, 2.097 quilómetros de estrada danificados e 155 postes de eletricidade tombados.
O registo do INGD aponta ainda para 129.503 hectares de área agrícola afetados, dos quais 37.595 hectares dados como perdidos, afetando 48.435 agricultores, além da morte de 38.770 cabeças de gado, entre bovinos, caprinos e aves.
O Governo moçambicano estimou hoje que 40% da província de Gaza está submersa, devido às fortes cheias dos últimos dias, e que vários distritos de Maputo estão inundados, além da total destruição de pelo menos 152 quilómetros de estradas nacionais.
As autoridades moçambicanas montaram hoje um centro de coordenação nacional, liderado pelo porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, no aeroporto de Xai-Xai, província de Gaza, onde estão mobilizados oito meios áereos para operações de salvamento, condicionadas pelo estado do tempo.
Hoje prosseguem ações e tentativas de resgate de centenas de famílias que continuam sitiadas pelas cheias, algumas refugiadas em telhados de casas, tejadilhos de carros ou na copa das árvores, sobretudo em Maputo e Gaza, sul de Moçambique, resultado das fortes chuvas quase ininterruptas de há vários dias e que estão a obrigar as barragens, incluindo dos países vizinhos, a aumentar fortemente as descargas, por falta de capacidade.
Em Maputo, as estradas Nacional 1, para norte, e Nacional 2, para sul, continuam intransitáveis, devido à subida das águas.