PSD e PS bloqueiam esclarecimentos e chumbam audição pedida pelo CHEGA sobre as CCDR

O CHEGA tentou levar o ministro da Economia e da Coesão Territorial ao Parlamento para explicar o acordo político entre PSD e PS sobre as CCDR. Os dois partidos uniram-se para travar o escrutínio e impedir esclarecimentos sobre um entendimento que decide lideranças regionais à porta fechada.

© Folha Nacional

O CHEGA requereu formal­mente a audição parlamentar do ministro da Economia e da Coesão Territorial para esclarecer o acordo político entre PSD e PS que levou à apresentação de candidatos únicos às presidências das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR). O objetivo, sustenta o partido, era claro: exigir explicações sobre um entendimento que esvazia o processo eleitoral e transforma órgãos estratégicos do Estado em cargos repartidos entre dois partidos, lê-se no requerimento enviado ao Folha Nacional. O pedido acabou, contudo, por ser chumbado por PSD e PS.

No documento, o CHEGA destaca que as CCDR passaram a deter poderes reforçados e um papel determinante na coesão territorial, na gestão de fundos comunitários e no desenvolvimento regional. Ainda assim, denuncia que socialistas e sociais-democratas decidiram antecipadamente quem deve liderar estas estruturas, contrariando o espírito da lei que prevê eleições alargadas, envolvendo autarcas e outros eleitos locais. Para o partido, a audição do ministro era essencial para apurar responsabilidades políticas e avaliar o impacto deste acordo na qualidade da democracia local.

Com o chumbo do requerimento, PSD e PS impediram que o ministro fosse chamado ao Parlamento para prestar esclarecimentos. Para o partido liderado por André Ventura, este bloqueio confirma a existência de um entendimento entre os dois maiores partidos para evitar o escrutínio político e manter um controlo fechado sobre as CCDR, afastando o debate público e a transparência de um processo que deveria pertencer às regiões e aos seus representantes eleitos.

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