Mau tempo: Distribuídos 200 geradores nas zonas afetadas e há mais disponíveis

A ministra do Ambiente e Energia disse hoje, durante uma deslocação à Marinha Grande, que foram distribuídos 200 geradores pelas zonas afetadas pela depressão Kristin, na quarta-feira, e garantiu que ainda há mais disponíveis.

© LUSA

Em declarações aos jornalistas, integrada numa comitiva de governantes nacionais e representantes da Comissão Europeia que hoje visitou o terreno impactado pela passagem da ciclogénese explosiva, a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, assinalou que “já foi feito um trabalho grande”, reconhecendo, porém, que “há muita gente ainda” sem eletricidade ou comunicações.

“Tivemos um pico com mais de um milhão de casas sem eletricidade, passadas 24 horas tínhamos praticamente 450 mil, uma grande redução, e passadas 48 horas, 290 mil, a maior parte delas, cerca de 200 mil, aqui nesta zona de Leiria”, relatou.

Segundo adiantou a ministra, “foram distribuídos 200 geradores” nas zonas afetadas, com prioridade para hospitais, centros de saúde e empresas de distribuição de água.

“Se ainda há centros ou sítios sem geradores é através das juntas, da câmara contactarem a E-Redes, porque ainda temos geradores disponíveis”, disse Maria da Graça Carvalho, acompanhada pelo presidente da principal operadora de redes de distribuição de eletricidade em Portugal continental.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal, que fez vários feridos e desalojados.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

Maria da Graça Carvalho indicou ter garantias da E-Redes de que os centros de todos os concelhos afetados vão ter luz ainda durante o dia de hoje (em alguns já houve retoma esta noite) e apelou ao apoio financeiro da Comissão Europeia.

A seu lado, o comissário europeu para a Energia e a Habitação, de visita a Portugal, exprimiu “solidariedade” e garantiu que a União Europeia vai “ajudar tanto quando puder”.

Nesta “ocasião difícil”, Dan Jørgensen exprimiu condolências às famílias das cinco pessoas que perderam a vida em consequência da tempestade.

“Emocionado” com o que viu – “tantos negócios, casas, escolas afetados” –, o comissário realçou que o número de pessoas que continua sem eletricidade “é um assunto muito sério”.

As autoridades portuguesas estão agora focadas em “resolver os problemas, preparar futuros incidentes e contabilizar os danos”, mas “o próximo passo é perceber como a UE pode ajudar”, assinalou.

“Uma das razões para termos a União Europeia é ajudarmo-nos uns aos outros quando coisas terríveis acontecem”, lembrou o comissário, que visita Portugal até segunda-feira, com vários encontros sobre energia e habitação na agenda.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode vir a aumentar.

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