Ventura pede a Marcelo para cancelar visita a Espanha

O candidato presidencial André Ventura pediu hoje ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, para cancelar a visita a Espanha, prevista para sexta-feira, para poder estar junto das populações afetadas pelo mau tempo.

© Folha Nacional

“Nós estamos no meio de empresas que estão devastadas, as pessoas estão devastadas, o Presidente da República está em Espanha a fazer o quê? Não é em Espanha que a gente precisa dele, a gente precisa dele aqui”, afirmou.

O candidato apoiado pelo CHEGA falava aos jornalistas antes de uma visita à Adega Monte Novo e Figueirinha, em Beja, inserida na campanha eleitoral para a segunda volta das presidenciais, marcada para domingo.

André Ventura considerou que esta deslocação a Madrid “é um erro político” e disse esperar que o chefe de Estado “compreenda a tempo”.

“Com todo o respeito, os reis de Espanha podem esperar uns meses, ou umas semanas, enquanto o país está a sofrer desta maneira”, defendeu o também líder do Chega.

Este apelo surge um dia depois de André Ventura já ter criticado a deslocação que Marcelo Rebelo de Sousa fez ao Vaticano, para se encontrar com o Papa Leão XIV.

“Às vezes parece que gostamos de destruir a nossa própria imagem de políticos”, sustentou.

Últimas de Política Nacional

O presidente do CHEGA disse que tentou “até à última hora” um consenso com o Governo sobre a lei laboral, e rejeitou que o chumbo da proposta tenha sido “cálculo político”.
André Ventura levou ao debate quinzenal 47 páginas de propostas para alterar a reforma laboral, defendendo o regresso dos 25 dias de férias, a valorização de quem trabalha por turnos e uma revisão das regras de acesso aos apoios sociais.
O líder do CHEGA anunciou esta terça-feira que a reunião que teve com o primeiro-ministro sobre as alterações à lei laboral terminou sem acordo e indicou que o partido e o Governo vão "continuar a trabalhar" nas próximas horas.
O presidente do CHEGA, André Ventura, confirmou hoje que vai voltar a reunir-se com o primeiro-ministro e líder do PSD, Luís Montenegro, sobre a reforma laboral e pediu um compromisso escrito em relação à idade da reforma.
O Parlamento vota hoje uma lista conjunta PSD, CHEGA e PS para a eleição de quatro novos juízes candidatos ao Tribunal Constitucional (TC) e também a candidata proposta pelos socialistas para provedora de Justiça, Luísa Neto.
O Presidente do CHEGA defendeu hoje a confirmação do decreto do Parlamento sobre a utilização de bandeiras em edifícios públicos vetado pelo chefe de Estado, considerando que existe uma maioria suficiente para o fazer.
O Presidente do CHEGA afirmou hoje que não foi possível chegar a um entendimento com o Governo sobre a reforma laboral, depois de ter estado reunido com o primeiro-ministro, e reiterou que votará contra "se tudo se mantiver como está".
O primeiro-ministro e o presidente do CHEGA estão reunidos em São Bento, encontro que o gabinete de Luís Montenegro apenas confirma como "reunião de trabalho".
O CHEGA considera que "há caminho para andar" para um acordo com o Governo visando a viabilização da proposta do executivo que cria a prestação social única (PSU).
O presidente do CHEGA disse hoje que o seu partido poderá viabilizar a criação da Prestação Social Única (PSU) na generalidade se o PSD aceitar limitar os apoios sociais para imigrantes, desafiando os sociais-democratas a aceitar esse "compromisso".