Foram detidos dois cidadãos estrangeiros no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, pela prática de tráfico ilícito de estupefacientes. Os suspeitos traziam consigo uma substância psicotrópica, que causa alucinações, para realizarem um ritual.
A informação é adiantada pela Polícia Judiciária (PJ) num comunicado enviado às redações esta quarta-feira. Na nota detalham que os detidos foram encontrados com cerca de 3,300 quilos de Ayahuasca “uma preparação tradicional de origem amazónica, obtida a partir da combinação de plantas que contêm DMT” (N, N-dimetiltriptamina).
“A DMT é uma substância psicotrópica com efeitos alucinogénios intensos, provocando alterações profundas da perceção, distorções sensoriais e temporais, alucinações visuais e auditivas, bem como efeitos psicológicos imprevisíveis, incluindo ansiedade extrema, pânico e estados dissociativos”, continua a mesma nota. “O seu consumo pode, ainda, acarretar riscos significativos para a saúde física e mental”, acrescenta o comunicado.
A substância foi encontrada “dissimulada na bagagem dos suspeitos” e foi detetada no âmbito da colaboração entre a Autoridade Tributária Aduaneira e a PJ
Os dois cidadãos foram detidos e presentes a primeiro interrogatório judicial, “encontrando-se sujeitos às medidas de coação determinadas pela autoridade judicial competente”.
A PJ continua a dar seguimento à investigação, que prossegue sob a direção do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa “com vista ao apuramento integral dos factos e à eventual identificação de outros intervenientes”.
Em Portugal, é proibido produzir, transportar, distribuir ou possuir DMT, “fora dos estritos parâmetros legalmente previstos”. Por conter esta substância, Ayahuasca, e demais semelhantes, são também ilegais no país.