Taxa de juro do crédito à habitação atingiu máximo de 8 anos

Os bancos emprestaram 1.266 milhões de euros para crédito à habitação em novembro, mais 58 milhões de euros do que em outubro, tendo a taxa de juro atingido máximo de oito anos, segundo dados do Banco de Portugal.

A taxa de juro média dos novos empréstimos à habitação subiu para 3,08% em novembro (face a 2,86% em outubro). A taxa de juro de novembro é o valor mais alto desde setembro de 2014.

Segundo o regulador e supervisor bancário, em novembro, 80% do montante dos novos empréstimos para habitação própria permanente foi feito a taxa variável, enquanto 7% foi a taxa fixa e 13% a taxa mista.

Segundo o BdP, “apesar de as taxas de juro médias aplicadas aos contratos a taxa fixa serem superiores às aplicadas aos contratos a taxa variável, o diferencial entre as duas taxas reduziu-se em novembro (1,3 pontos percentuais em novembro, depois de ter atingido 1,5 em outubro)”.

No final de novembro, 22% do montante do ‘stock’ de empréstimos com taxa variável encontrava-se indexado à Euribor a 3 meses, 32% à Euribor a 6 meses e 43% à Euribor a 12 meses.

Quanto aos novos empréstimos contratados em novembro, a Euribor a 6 meses voltou a ser o indexante mais aplicado, sendo o indexante de 67% do montante concedido (um aumento de sete pontos percentuais face a outubro).

Ainda segundo o Banco de Portugal, 54% dos contratos de crédito à habitação (própria permanente) com taxa variável (indexados a 3, 6 e 12 meses) em vigor no fim de novembro terão a taxa revista até fevereiro, o que implicará aumento da prestação bancária.

Já em 31% dos contratos a revisão ocorrerá entre março e maio e os restantes 15% (indexados à Euribor a 12 meses) serão atualizados entre junho e novembro.

Ainda quanto aos novos créditos emprestados pelos bancos em novembro, nesse mês foram concedidos 409 milhões de euros em crédito ao consumo, menos três milhões de euros face a outubro. A taxa de juro média foi de 7,98% (abaixo de 8,06% em outubro).

Em crédito para outros fins foram concedidos 182 milhões de euros em novembro, menos sete milhões de euros face a outubro.

Já os novos empréstimos às empresas concedidos pelos bancos em novembro atingiram 1.669 milhões de euros, mais 219 milhões do que em outubro. Destes, 973 milhões de euros foram em créditos até um milhão de euros e 696 milhões em empréstimos acima de um milhão de euros.

A taxa de juro média dos empréstimos às empresas voltou a subir e fixou-se em 4,01% (3,72% de outubro). A subida verificou-se tanto nos empréstimos até um milhão de euros (de 4,04% para 4,27%) como nos empréstimos acima de um milhão de euros (de 3,21% para 3,64%).

Quanto a depósitos, em novembro, os novos depósitos a prazo de particulares atingiram 4.871 milhões de euros, mais 145 milhões de euros face a outubro e o valor mais alto desde julho de 2019. A taxa de juro média foi de 0,35% (0,24% em outubro), o máximo desde dezembro de 2016.

Já os novos depósitos a prazo de empresas totalizaram 4.432 milhões de euros em novembro, mais 1.199 milhões de euros face a outubro e o valor mais alto desde março de 2016. A taxa de juro média foi de 0,77% (0,44% em outubro).

Últimas de Economia

Ter filhos tornou-se um projeto cada vez mais difícil para os portugueses. O preço das casas e a instabilidade económica estão a adiar a formação de famílias, enquanto a natalidade continua abaixo do necessário para assegurar a renovação das gerações.
Mais de metade do valor que as famílias portuguesas pagam mensalmente pelo crédito à habitação destina-se a juros. A prestação média atingiu os 423 euros em setembro, dos quais cerca de 213 euros não servem para reduzir a dívida.
O Estado deverá gastar cerca de 10,2 milhões de euros em 2026 com pensões vitalícias atribuídas a antigos titulares de cargos políticos e ex-juízes do Tribunal Constitucional. A Caixa Geral de Aposentações contabiliza 281 beneficiários, dos quais 228 recebem mensalmente a prestação.
André Ventura acusou o Livre de incoerência política durante o debate de urgência sobre a habitação, esta quarta-feira, no Parlamento. O presidente do CHEGA criticou o voto contra a redução do IVA na construção, abordou os acampamentos de protesto e responsabilizou as políticas de imigração pelo agravamento da crise habitacional.
As reclamações dos consumidores de energia aumentaram 47% no terceiro trimestre deste ano, face ao período homólogo de 2025, apesar de terem diminuído 12% em relação aos três meses anteriores, segundo dados divulgados pela ERSE.
A taxa de juro implícita para a totalidade dos contratos de crédito à habitação subiu em setembro pelo quarto mês consecutivo, para 3,194%, atingindo o valor mais alto num ano, divulgou esta quarta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Mais de metade dos portugueses (53%) recorreu a dinheiro emprestado ou a cartões de crédito nos últimos seis meses para pagar as suas contas, com uma percentagem que sobe para 79% entre os rendimentos abaixo da média, segundo um estudo da Intrum.
André Ventura anunciou que o CHEGA vai apresentar um pacote de emergência para combater a crise da habitação, que inclui a isenção temporária do pagamento do IMI, benefícios fiscais e apoios às rendas. O líder do partido defendeu medidas urgentes para reduzir os encargos das famílias portuguesas.
As alterações às tabelas de retenção na fonte previstas para novembro poderão aumentar o salário líquido de muitos trabalhadores, mas há uma consequência menos favorável: o reembolso de IRS poderá diminuir no próximo ano.
Os 60 membros do Governo que está a alterar as leis do arrendamento declaram 436 imóveis, avaliados em quase 23 milhões de euros. Marisa Garrido, secretária de Estado da Administração Pública e que recebeu 12 milhões de euros em suplementos quando dirigia os Recursos Humanos da RTP, lidera a lista com 62 propriedades. Luís Montenegro surge logo a seguir, com 55 imóveis declarados.