Pelo menos 39 mortos em acidente de autocarro no Panamá

Pelo menos 39 pessoas morreram no Panamá quando um autocarro que transportava migrantes se despenhou na quarta-feira, a caminho dos Estados Unidos, disseram as autoridades panamianas.

O acidente, que causou 28 feridos, ocorreu em Gualaca, na província de Chiriqui, a cerca de 400 quilómetros a oeste da capital. A bordo do autocarro, seguiam 66 pessoas, incluindo o condutor e o assistente.

Os migrantes “estavam a ser transportados de Darien [zona de selva na fronteira com a Colômbia] para um albergue”, disse o Presidente de Panamá, Laurentino Cortizo.

“Esta notícia é deplorável para o Panamá e para a região. O Governo apresenta condolências aos familiares dos que morreram no acidente e reafirma o compromisso de continuar a prestar ajuda humanitária e condições dignas” aos migrantes, acrescentou o chefe de Estado, numa mensagem divulgada na rede social Twitter.

O grupo estava a caminho da Costa Rica, num autocarro fretado pelo Governo do Panamá, e daí para os Estados Unidos.

As informações preliminares indicam que 39 pessoas morreram e os feridos estão a ser tratados “em vários hospitais e centros de saúde”, disseram os serviços de migração panamianos.

O veículo despenhou-se muito perto do albergue, depois de ter percorrido quase 700 quilómetros em quase 14 horas.

As nacionalidades dos migrantes não foram especificadas, mas o ministro dos Negócios Estrangeiros cubano, Bruno Rodríguez, disse no Twitter que estavam cidadãos cubanos entre as vítimas.

Normalmente, os autocarros circulam à noite “porque há menos tráfego” e, por isso, aproveitam as horas “mais frescas”, disseram as autoridades.

“De acordo com relatórios preliminares, o motorista falhou a entrada do albergue”, onde devia parar, e o acidente ocorreu enquanto tentava voltar para trás, acrescentaram.

Últimas do Mundo

Um ato de sabotagem contra a rede elétrica mergulhou bairros inteiros do sudoeste de Berlim no caos, afetando dezenas de milhares de pessoas, empresas e serviços essenciais. As autoridades alemãs falam agora num ataque deliberado reivindicado por um grupo extremista.
Mais de 150 residentes tiveram hoje de ser retirados de um complexo de habitação pública em Hong Kong, devido ao segundo incêndio a atingir um bairro social em dois dias.
O Governo português confirmou e lamentou hoje a morte da cidade portuguesa que foi desaparecida após o incêndio ocorrido numa Estância de Esqui em Crans-Mointana, na Suíça, na noite do fim de ano.
Milhares de residências no sudoeste de Berlim afetadas por um corte de quase 24 horas no fornecimento de energia elétrica recuperaram-no esta madrugada, enquanto as autoridades investigam uma possível sabotagem.
A Polícia do Cantão de Valais anunciou hoje que foi aberta uma investigação criminal contra o casal francês que administrava o bar "Le Constellation" em Crans Montana, na Suíça, onde ocorreu um trágico incêndio na véspera de Ano Novo.
As pensões da Segurança Social portuguesa de 678 emigrantes no Luxemburgo e na Suíça foram suspensas por estes não terem provado atempadamente que estão vivos, mas estes valores serão pagos assim que realizadas as provas de vida, segundo dados oficiais.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que o homólogo da Venezuela, Nicolás Maduro, foi capturado e retirado à força do país, depois de os Estados Unidos terem realizado um “ataque em grande escala” no país.
Uma mulher de nacionalidade portuguesa está entre os feridos do incêndio num bar da estância de ski de Crans Montana, na Suíça, existindo ainda uma outra desaparecida, avançou à Lusa o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).
Na sequência de um endurecimento da política migratória, a Polónia procedeu, em 2025, à execução de aproximadamente 2.100 ordens de deportação, um aumento significativo face ao ano anterior, assumindo como prioridade o cumprimento da lei e a defesa da ordem pública.
O incêndio num bar da estância de esqui de Crans-Montana, na Suíça, durante a noite de Passagem de Ano, provocou a morte de cerca de 40 pessoas e feriu aproximadamente outras 115, anunciou hoje a polícia do cantão de Valais.