Ventura diz que situação na Educação “está descontrolada”

©Folha Nacional

O presidente do CHEGA considerou que a situação na educação “está descontrolada” e voltou a defender que o primeiro-ministro deve liderar as negociações com os professores, com António Costa a destacar “mecanismos de aceleração de carreiras”.

A situação continua descontrolada, continuamos a ter greves intermináveis, temos marchas lentas, protestos à porta da Assembleia da República e, perdoem-me a franqueza, temos um ministro da Educação que é absolutamente incompetente para gerir esta crise”, afirmou André Ventura no debate sobre política geral que decorre na Assembleia da República.

O líder do CHEGA considerou que “os professores querem medidas concretas, querem saber onde e como é que podem reduzir a burocracia do seu trabalho, recuperar o seu tempo de serviço e aceder sobretudo ao quinto e ao sétimo escalão”.

O executivo tem “um ministro da Educação que não está a negociar, está a fingir que negoceia”, criticou, defendendo que “é tempo de o senhor primeiro-ministro assumir as negociações e assumir a responsabilidade do Governo nestas negociações”.

Ventura referiu igualmente que são precisos “331 milhões de euros por ano para recuperar o tempo de serviço dos professores” e afirmou que são gastos “400 milhões por ano em rendimentos sociais de inserção”, lamentando que o Governo não dê “aos professores a dignidade que eles merecem nas suas carreiras”, o que “não é uma prenda, é justiça pelo sacrifício que fizeram”.

Na resposta, o primeiro-ministro indicou que hoje mesmo o Governo propôs “aos sindicatos um novo passo em duas matérias fundamentais”, uma das quais “assegurar que a monodocência, ou seja, educadores de infância e professores do primeiro ciclo tenham um regime de redução de horário em função da idade que seja compatível para aquilo que acontece para os outros docentes”.

“Nós temos consciência que os dois períodos de congelamento, no total de nove anos, seis meses e 42 dias, teve um impacto muito diverso na situação em que estavam os diferentes professores”, indicou António Costa, referindo que desde que a carreira dos professores foi descongelada “já 98% dos professores progrediram um escalão e 90% progrediram mesmo dois escalões”, havendo atualmente “16% dos professores no 10.º escalão, ou seja, o último”.

“Contudo, aqueles que foram atingidos pelo congelamento na fase muito precoce da carreira tiveram um efeito assimétrico e criámos um mecanismo de aceleração da progressão na carreira por duas vias. Primeiro, para estes não há quotas para progredir para o quinto e para o sétimo escalão, segundo é contado o tempo em que estiveram à espera para preencher as quotas no quinto e no sétimo escalão e os que já passaram para o sexto ou escalões superiores ao sétimo é-lhes contabilizado também o tempo em que estiveram retidos por não preencherem as quotas”, elencou.

O chefe de Governo destacou que “são dois mecanismos de aceleração de carreiras muito importantes para quem teve esse período de congelamento”.

Também no debate, o líder do CHEGA voltou a considerar também que o Governo está “altamente fragilizado” na sequência das polémicas conhecidas nas últimas semanas, e afirmou mesmo que “isto já não é um Governo, é um balão tóxico sobre os portugueses, de falta de credibilidade, de acumular de suspeitas e de falta de bom senso político”.

André Ventura – que se apresentou como “líder da oposição” – considerou que “o caso do ministro João Cravinho é particularmente grave”, elencando notícias sobre a carta de condução do governante e a questão das obras do antigo Hospital Militar de Belém, e voltou a questionar o primeiro-ministro se mantém a confiança no ministro dos Negócios Estrangeiros.

Neste ponto, António Costa acusou Ventura de “falta de imaginação” por fazer “sempre a mesma pergunta” e garantiu que se o ministro “se mantém em funções” é porque tem a sua confiança.

Na réplica, Ventura afirmou que “quem avisa, seu amigo é”, o que levou o primeiro-ministro a referir que os dois têm “uma função” mas não são amigos.

O líder do CHEGA  insistiu ainda numa questão que já tinha sido colocada pelo líder parlamentar do PSD, se a crise no Credit Suisse vai ter consequências a nível nacional, mas o primeiro-ministro não respondeu.

Últimas de Política Nacional

O candidato presidencial e líder do CHEGA remeteu hoje para “a consciência” do presidente do PSD e primeiro-ministro uma decisão sobre um eventual apoio à sua candidatura, num cenário de segunda volta que o opôs a António José Seguro.
O número de eleitores recenseados para as eleições de 18 de janeiro é de 11.039.672, mais 174.662 votantes do que nas presidenciais de 2021, segundo a atualização final do recenseamento eleitoral.
Sem voto postal e com queixas de boletins que não chegam, um em cada seis eleitores pode ficar fora das presidenciais. A Folha Nacional sabe que cidadãos portugueses no estrangeiro estão a alertar para falhas no processo.
O candidato presidencial apoiado pelo CHEGA lamentou hoje a “inoportunidade” do Conselho de Estado, no qual vai participar, e onde pretende transmitir ao Presidente da República que devia ter tido uma “ação firme” com o Governo na saúde.
O presidente da República promulgou, esta quinta-feira, o diploma que prevê a centralização dos serviços de urgência externa no Serviço Nacional de Saúde (SNS), as chamadas urgências de âmbito regional.
O candidato presidencial André Ventura afirmou que o primeiro-ministro ignorar um pedido de demissão de um ministro feito pelo Presidente da República resultaria num “cenário de conflito aberto”.
O Conselho de Estado vai reunir-se hoje, no Palácio de Belém, para analisar a situação internacional e em particular na Ucrânia, tema que motivou a convocatória do Presidente da República, ao qual entretanto juntou a Venezuela.
Depois de três mortes em 24 horas à espera de socorro, Pedro Pinto acusou o Governo de incompetência e de conduzir o SNS para um colapso sem precedentes.
O presidente da Câmara de Albufeira, Rui Cristina (CHEGA), ordenou a suspensão imediata de dois dirigentes municipais na sequência de denúncias graves de assédio moral e ameaças feitas por trabalhadoras da autarquia.
A Polícia Judiciária (PJ) realizou esta quinta-feira buscas na Câmara Municipal de Setúbal. A presidente da autarquia, Dores Meira, deverá ser constituída arguida num inquérito relacionado com o recebimento de ajudas de custo, apesar de dispor de viatura oficial.