Preços subiram mas rendimento dos agricultores caiu

©D.R.

A confederação das cooperativas agrícolas sublinhou hoje que, apesar de os preços terem aumentado, o rendimento dos agricultores caiu 12%, pedindo a adoção de medidas excecionais, como a isenção do IVA para os bens alimentares.

“A primeira razão para a inflação no setor agroalimentar é que os preços subiram porque tinham de subir, pois todos os fatores de produção subiram (rações, fertilizantes, sementes, pesticidas, eletricidade e combustíveis) e, ainda assim, o rendimento dos agricultores sofreu uma queda de 12%”, assinalou, em comunicado, a Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal (Confagri).

Neste sentido, a confederação reiterou que devem ser adotadas medidas excecionais, como a isenção do IVA para os bens alimentares, bem como o reforço dos apoios à produção.

Por outro lado, defendeu que os custos fixos associados à energia devem ser equiparados no mercado Ibérico, “caso contrário ficamos sempre em desvantagem”.

Para a Confagri, é urgente que os “estrangulamentos operacionais” na aplicação do Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC) sejam resolvidos de modo a que os agricultores possam submeter as suas candidaturas.

Também no âmbito do PEPAC, a Confagri quer a suspensão de algumas das regras da condicionalidade, “para que os agricultores possam semear toda a sua área disponível”.

A confederação considera “quase imoral” que um país como Portugal, que tem défice de produção, “deixe de cultivar milhares de hectares”, afirmou, citado na mesma nota, o presidente da Confagri, Idalino Leão.

Últimas de Economia

O aumento do custo de vida está a ter impacto no dia a dia dos portugueses, com 53% dos consumidores a apontar uma diminuição do seu poder de compra, nos últimos 12 meses, de acordo com um estudo.
Trabalhadores e pensionistas vão receber mais dinheiro em novembro graças à redução de 50% na retenção de IRS. Contudo, o alívio imediato poderá traduzir-se em reembolsos inferiores ou em imposto adicional a pagar no próximo ano, quando forem acertadas as contas com o Fisco.
A Lufthansa apresentou uma proposta de 1201 milhões de euros por 49,9% da TAP, ultrapassando a oferta da Air France-KLM. O CHEGA responsabiliza os governos de Costa e Montenegro pela condução do processo e exige garantias para os trabalhadores e as Regiões Autónomas.
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste voltou a subir 70 cêntimos, fixando-se nos 256,26 euros, informou hoje a associação de defesa do consumidor. O aumento é o segundo consecutivo, com o cabaz a atingir o valor mais alto desde o início do ano.
O CHEGA Açores apresentou dois requerimentos ao Governo Regional, um para exigir medidas de combate ao aumento do custo de vida e outro para esclarecer os resultados do projeto-piloto da semana de quatro dias na Administração Pública Regional.
O preço eficiente dos combustíveis sobe esta semana para 2,167 euros na gasolina 95 simples e para 2,211 euros no gasóleo simples, adiantou hoje a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).
A inflação acelerou para 3,6% em setembro, em termos homólogos, o que compara com uma taxa de 3,3% no mês anterior, segundo os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que confirmam a estimativa rápida.
O cenário económico apresentado pelo Governo para 2027 enfrenta previsões menos favoráveis do Fundo Monetário Internacional. A instituição antecipa um crescimento de apenas 1,9% e uma inflação de 3%, contrariando as estimativas inscritas no Orçamento do Estado e levantando novas questões sobre a evolução do poder de compra dos portugueses.
A despesa pública com deslocações e estadias deverá atingir os 133,8 milhões de euros no próximo ano. Numa altura em que o Orçamento do Estado volta a colocar as contas públicas no centro do debate, os ministérios da Educação, Defesa e Negócios Estrangeiros concentram as maiores verbas destinadas a viagens e alojamento.
O Estado reforçou a sua participação na REN com a aquisição de mais 5,3% do capital à Fidelidade. A operação eleva a posição estatal para cerca de 19%, num investimento global que poderá atingir os 537 milhões de euros, segundo cálculos do jornal ECO.