Preços de produtos agrícolas na UE sobem 26% no 4.º trimestre de 2022

©D.R.

A subida anual dos preços dos produtos agrícolas abrandou, no quarto trimestre de 2022, para os 26% na União Europeia (UE), face aos 30% do anterior e aos 17,5% do homólogo, segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat.

De acordo com os dados do serviço estatístico europeu, entre outubro e dezembro de 2022, o preço dos produtos agrícolas no seu conjunto (produção) teve as maiores subidas na Hungria (52,9%), Polónia (44,2%) e Alemanha (38%), com Malta (3,8%), França (13,7%) e Chipre (14,5%) com os menores aumentos.

Em Portugal, os preços na produção agrícola avançaram, no quarto trimestre, 31,5%, face aos 27,9% do anterior e aos 19,4% do homólogo.

Os ovos (64%), a carne de porco (52%) e as azeitonas (51%) são os produtos que mais aumentaram na UE no período em causa.

Em Portugal, os preços destes produtos subiram, respetivamente, 74%, 66,9% e 73,9% no quarto trimestre de 2022.

A invasão da Ucrânia pela Rússia, iniciada em 24 de fevereiro, causou várias perturbações nos mercados agrícolas, nomeadamente porque ambos os países eram – até ao início da guerra – os maiores exportadores de grãos, cereais, milho, óleos alimentares e fertilizantes.

Últimas de Economia

O indicador de confiança dos consumidores diminuiu em setembro pelo segundo mês consecutivo e o clima económico, baseado em inquéritos às empresas, recuou após ter aumentado no mês anterior, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Arrendar casa ficou ainda mais caro. Novos contratos atingiram uma renda mediana de 10,17 euros por metro quadrado entre abril e junho, mais 10,2% do que há um ano. Lisboa continua no topo, com 17,79 euros por metro quadrado.
Escalada dos juros junta-se ao aumento dos combustíveis e dos preços no supermercado. Quase um milhão de famílias com crédito à habitação a taxa variável estão expostas às oscilações da Euribor e, em alguns casos, a prestação mensal já aumentou mais de 100 euros.
As principais bolsas europeias abriram hoje em alta, atentas de novo à evolução do preço do petróleo, que está a subir, e dos juros das dívidas soberanas, que continuam em alta.
O líder parlamentar do CHEGA saiu da reunião com o Governo a criticar as linhas gerais do Orçamento do Estado para 2027. Pedro Pinto acusa o Executivo de não apresentar medidas para responder às dificuldades dos portugueses e lamenta a ausência de novas descidas de impostos.
Quase sete em cada dez empresas ouvidas pela Deloitte dão nota negativa ao sistema fiscal português e 97% consideram-no complexo. Justiça tributária, burocracia e carga fiscal estão entre os principais entraves apontados à competitividade e ao investimento em Portugal.
A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) fechou nove processos de contraordenação em 2025, onde foram aplicadas 10 coimas e uma admoestação, no valor total de 148.750 euros.
A aproximação do fim dos prazos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) terá levado várias entidades públicas a acelerar procedimentos e contratos. Universidade Nova de Lisboa assinou 12 contratos, no valor global de 2,06 milhões de euros, entre meados e o final de junho.
O nível de atividade de reabilitação urbana recuou ligeiramente em agosto, enquanto a carteira de encomendas manteve uma evolução positiva, segundo o barómetro hoje divulgado pela associação setorial AICCOPN.
O 'stock' de empréstimos para habitação atingiu, em agosto, 119.062 milhões de euros, o equivalente a uma taxa de variação anual de 11,2%, a mais alta desde fevereiro de 2003, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).