8 Junho, 2023

Será que um dia a democracia chega à Madeira?

Desde1976 que a Região Autónoma da Madeira goza do estatuto de autonomia política depois de consagrado na Constituição da República Lei 13/91, de 5 de junho o seu estatuto Político-Administrativo.

Desde então e até à data presente, os sucessivos governos eleitos por eleições livres, deram a hegemonia a um só partido, o PSD e mais recentemente (legislativas regionais 2019) em acordo pós eleitoral integraram o CDS/PP num acordo pós eleitoral.

Durante muitos anos, começando em Março de 78 e após 36 anos e 85 dias de governação, converteu-se em recordista de permanência no poder o então presidente do governo Alberto João Jardim, (período então designado de jardinismo) visto ter ultrapassado o recorde de Oliveira Salazar como líder de um governo em Portugal.

A aposta até a atualidade no que o progresso diz respeito, foi sem dúvida a opção em infraestruturas, designada por política do betão, onde e por detrás dessa iniciativa colaram-se ao sistema muitos interesses que aínda hoje prevalecem, condicionando e de que maneira o livre investimento, sujeitando-o frequentemente às diretrizes do regime, com obras inúteis e ou de utilidade duvidosas.

Quanto à maior industria da região; “O turismo” a mesma coisa veio a suceder, seguindo-se os transportes de bens e mercadorias ao ponto de numa terra descoberta por mar por bravos marinheiros, em pleno século XXI, por uma questão de monopólio, num arquipélago que faz parte da UE e que ainda hoje os madeirenses não têm outro meio de saída da ilha a não ser por meios aéreos, pois uma experiência de um operador privado espanhol que em 2006 culminou com o barramento com condicionalismos, burocracias e entraves desse serviço por parte do próprio Governo Regional pondo fim a uma alternativa de transportes de e para a região.

Quanto à exportação da banana, 2º factor mais importante da economia a par do vinho, foi criada uma empresa dependente do Governo Regional para a exploração e comercialização da mesma, que recentemente recebeu subsídios da UE no valor de 18 milhões de Euros e distribuiu pelos agricultores apenas 6.7 milhões.

É à volta destas e de outras situações que após ter participado no último ato eleitoral (legislativas R.A. Madeira 2019) e obtendo apenas 619 votos para um partido que nem 6 meses cumpridos de vida tinha, o CHEGA prepara-se para uma nova batalha.

Em Setembro deste ano realizar-se-ão novas eleições legislativas para uma região que durante muito tempo e por todo o país apontava-se a existência dum défice democrático. Não sei se nesse especto o défice foi ultrapassado, mas duma coisa estou seguro: o medo das pessoas em se expressar livremente sobre o assunto que diz respeito à política e questões de governo, continua bem patente.

É só efetuar um périplo pela cidade do Funchal ou noutros concelhos e começar a questionar os transeuntes e a recusa em comentar é quase total. Afinal a democracia existe, mas a liberdade, essa parece muito condicionada.

Os 47 deputados que compõem a Assembleia Legislativa da qual sairá um novo Governo para o quadriénio (2024/28) terá forçosamente, com determinação, empenho e muito trabalho, ter a missão de: restaurar a democracia, restituir a liberdade e resgatar os valores da sociedade, pondo cobro à classe política que à conta da liberdade que a democracia consagra, sequestraram a democracia, legalizaram o roubo e institucionalizaram a corrupção, o maior flagelo da nação e por tabela da região.

Teremos de valorizar o trabalho e dignificar quem trabalha, temos um universo de 115 mil abstencionistas desiludidos, defraudados, desanimados e revoltados, 44,49% de abstencionistas que anseiam uma nova forma de fazer política e uma nova maneira de estar em democracia e sem qualquer dúvida que; sem uma boa representatividade do CHEGA não poderemos renovar a esperança dos Madeirenses e Portosantenses.

Esse é o nosso objetivo, será o nosso trabalho junto desses cidadãos que esperam do CHEGA uma alternativa. Unir Portugal e os portugueses neste projeto onde o nosso presidente André Ventura terá um papel preponderante no apoio a esta missão.

A Região Autónoma da Madeira espera muito de nós, o povo madeirense depositará a sua esperança nesta talvez derradeira oportunidade para que se volte a abrir as portas à democracia e as janelas à liberdade. O CHEGA será a chave.

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