TAP: Companhia já tem apurado montante a devolver por Alexandra Reis

©facebook.com/tapairportugal

O ministro das Infraestruturas, João Galamba, disse esta noite ter informação de que a TAP já apurou o montante a devolver pela ex-administradora Alexandra Reis e que vai proceder à recuperação desse valor.

“A devolução da indemnização está a ser tratada, há algumas dúvidas processuais […]. A informação que eu tenho é que a TAP já consolidou a sua interpretação e, portanto, já tem apurado o montante exato e que vai proceder a essa recuperação”, afirmou o ministro, na comissão de inquérito à companhia aérea, quando questionado pelo deputado Bernardo Blanco, da IL, sobre em que ponto se encontra a devolução da indemnização paga a Alexandra Reis.

Com base no relatório da auditoria da Inspeção-Geral de Finanças, João Galamba e o ministro das Finanças, Fernando Medina, anunciaram, em 06 de março, que iam pedir a destituição de grande parte dos 500.000 euros pagos pela saída da ex-administradora.

Em 03 de maio, na comissão parlamentar de inquérito, a diretora-geral do Tesouro e Finanças, Maria João Araújo, disse que cabia à TAP fazer o cálculo do valor da indemnização a devolver à empresa.

“Já respondemos à TAP que compete à empresa fazer esse cálculo”, afirmou então a responsável.

Antes, na sua audição na mesma comissão, o então presidente do Conselho de Administração da TAP, Manuel Beja, disse que a TAP estava a aguardar instruções da Direção-Geral do Tesouro e Finanças sobre o valor a devolver por Alexandra Reis.

Alexandra Reis tinha dito à comissão de inquérito que não tinha devolvido a indemnização até àquela altura, porque aguardava a indicação do valor por parte da TAP.

Na audição desta noite, João Galamba disse ainda que a principal razão para os “excelentes resultados” da TAP em 2022 foi o crescimento e recuperação significativos dos voos no país.

“Não estou a dizer que os cortes [salariais] não têm impacto nos resultados, claro que têm”, respondeu ao deputado social-democrata Paulo Rios de Oliveira.

Galamba adiantou que a TAP está muito acima dos resultados “já excelentes” do ano passado e que as indicações são de que o ano de 2023 será “muito, muito positivo”.

Últimas de Economia

O líder do CHEGA/Madeira, Hugo Nunes, afirmou que o partido votará contra o Orçamento Regional 2027 se não for incluído o diferencial de 30% no IVA, que visa reduzir o custo de vida dos madeirenses.
Comprar casa em Portugal nunca exigiu tanto esforço financeiro às famílias. O país atingiu, em 2025, o pior índice de acessibilidade à habitação desde 1995, liderando pela negativa uma lista de 33 países analisados pela OCDE. Na última década, os preços das casas mais do que duplicaram, enquanto os rendimentos cresceram apenas 33%.
O preço dos combustíveis para transporte individual na União Europeia teve um aumento homólogo de 31,4%, em setembro, segundo dados do serviço estatístico europeu, Eurostat.
O preço mediano dos 37.854 alojamentos familiares transacionados em Portugal aumentou 18,4% no segundo trimestre face ao período homólogo, para 2.445 euros por metro quadrado, divulgou o Instituto Nacional de Estatística.
Produzir em Portugal custa mais caro logo à partida. Os agricultores nacionais enfrentam um encargo adicional de quase 120 milhões de euros em combustível face aos concorrentes espanhóis, mesmo depois dos apoios públicos.
Ter filhos tornou-se um projeto cada vez mais difícil para os portugueses. O preço das casas e a instabilidade económica estão a adiar a formação de famílias, enquanto a natalidade continua abaixo do necessário para assegurar a renovação das gerações.
Mais de metade do valor que as famílias portuguesas pagam mensalmente pelo crédito à habitação destina-se a juros. A prestação média atingiu os 423 euros em setembro, dos quais cerca de 213 euros não servem para reduzir a dívida.
O Estado deverá gastar cerca de 10,2 milhões de euros em 2026 com pensões vitalícias atribuídas a antigos titulares de cargos políticos e ex-juízes do Tribunal Constitucional. A Caixa Geral de Aposentações contabiliza 281 beneficiários, dos quais 228 recebem mensalmente a prestação.
André Ventura acusou o Livre de incoerência política durante o debate de urgência sobre a habitação, esta quarta-feira, no Parlamento. O presidente do CHEGA criticou o voto contra a redução do IVA na construção, abordou os acampamentos de protesto e responsabilizou as políticas de imigração pelo agravamento da crise habitacional.
As reclamações dos consumidores de energia aumentaram 47% no terceiro trimestre deste ano, face ao período homólogo de 2025, apesar de terem diminuído 12% em relação aos três meses anteriores, segundo dados divulgados pela ERSE.