Meia centena em cordão solidário com profissionais do Santa Maria

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Meia centena de médicos, enfermeiros e assistentes operacionais juntaram-se hoje em frente ao Hospital Santa Maria, em Lisboa, em solidariedade com os profissionais de saúde do serviço de ginecologia e obstetrícia, que encerra em agosto para obras.
Num cordão humano solidário, quiseram mostrar apoio aos profissionais daquele serviço, que mantêm um braço de ferro com o Conselho de Administração desde a exoneração do diretor do Departamento de Obstetrícia, Ginecologia e Medicina da Reprodução, Diogo Ayres de Campos, e da diretora do Serviço de Obstetrícia, Luísa Pinto, que também participaram na iniciativa.Os médicos e enfermeiros recusaram falar com os jornalistas, alegando não terem autorização, e foi Afonso Moreira, representante do Sindicato dos Médicos da Zona Sul, que integra a Federação Nacional dos Médicos (FNAM), que apelou ao diálogo, tanto com a administração como com a tutela, sublinhando a importância deste serviço do maior hospital do país.

“Estamos a solidarizar-nos com a postura dialogante e proativa que os médicos e médicas deste serviço têm assumido.”, disse o responsável, sublinhando que “esta situação de tensão não foi criada pelos médicos” e que as exonerações surgiram depois de estes profissionais expressarem “preocupações sobre o processo de encerramento da urgência obstétrica” por causa das obras.

Sublinhou que “tem havido sempre uma postura proativa” por parte dos médicos e que o mesmo não tem acontecido “do outro lado”.

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