Meia centena em cordão solidário com profissionais do Santa Maria

© CM-Odivelas

Meia centena de médicos, enfermeiros e assistentes operacionais juntaram-se hoje em frente ao Hospital Santa Maria, em Lisboa, em solidariedade com os profissionais de saúde do serviço de ginecologia e obstetrícia, que encerra em agosto para obras.
Num cordão humano solidário, quiseram mostrar apoio aos profissionais daquele serviço, que mantêm um braço de ferro com o Conselho de Administração desde a exoneração do diretor do Departamento de Obstetrícia, Ginecologia e Medicina da Reprodução, Diogo Ayres de Campos, e da diretora do Serviço de Obstetrícia, Luísa Pinto, que também participaram na iniciativa.Os médicos e enfermeiros recusaram falar com os jornalistas, alegando não terem autorização, e foi Afonso Moreira, representante do Sindicato dos Médicos da Zona Sul, que integra a Federação Nacional dos Médicos (FNAM), que apelou ao diálogo, tanto com a administração como com a tutela, sublinhando a importância deste serviço do maior hospital do país.

“Estamos a solidarizar-nos com a postura dialogante e proativa que os médicos e médicas deste serviço têm assumido.”, disse o responsável, sublinhando que “esta situação de tensão não foi criada pelos médicos” e que as exonerações surgiram depois de estes profissionais expressarem “preocupações sobre o processo de encerramento da urgência obstétrica” por causa das obras.

Sublinhou que “tem havido sempre uma postura proativa” por parte dos médicos e que o mesmo não tem acontecido “do outro lado”.

Últimas do País

Portugal registou a segunda maior subida homóloga dos preços das casas, 17,7%, no terceiro trimestre de 2025, com a média da zona euro nos 5,1% e a da União Europeia (UE) nos 5,5%, divulga hoje o Eurostat.
O coordenador da Comissão de Trabalhadores (CT) do INEM alertou hoje que muitos profissionais já atingiram 60% do limite mensal de horas extraordinárias em Lisboa, impossibilitando a abertura de mais meios de emergência e revelando fragilidades na capacidade operacional.
O coordenador da Comissão de Trabalhadores do INEM, Rui Gonçalves, denunciou hoje um "forte desinvestimento" no Instituto nos últimos anos e lamentou a existência de "dirigentes fracos", defendendo uma refundação que garanta a resposta em emergência médica.
A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) abriu hoje dois inquéritos para apurar as circunstâncias que envolveram as mortes de uma mulher em Sesimbra e de um homem em Tavira enquanto esperavam por socorro.
Portugal regista desde o início de dezembro um excesso de mortalidade de cerca de 22% associado ao frio e à epidemia de gripe, com aumento proporcional das mortes por doenças respiratórias, segundo uma análise preliminar da Direção-Geral da Saúde (DGS).
A enfermeira diretora da ULS Amadora-Sintra demitiu-se do cargo, alegando não existirem condições para continuar a exercer funções, anunciou hoje a instituição.
O INEM e a Liga dos Bombeiros Portugueses acordaram hoje um reforço de meios permanentes ao serviço da emergência médica, ainda não quantificado, mas que inicialmente se vai focar em responder a constrangimentos na margem sul de Lisboa.
Do Seixal a Sesimbra e a Tavira, o padrão repete-se: três pessoas morreram em diferentes pontos do país após esperas prolongadas por assistência médica, num retrato da rutura do socorro.
O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) abriu uma auditoria interna aos procedimentos associados ao caso da mulher que morreu na Quinta do Conde, Sesimbra, depois de esperar mais de 40 minutos por socorro.
O Tribunal Judicial de Leiria começa a julgar no dia 23 um professor acusado de dois crimes de maus-tratos em concurso aparente com dois crimes de ofensa à integridade física qualificada.