Enviado de paz do Vaticano está em Washington

© D.R.

O enviado do Papa para mediar a guerra na Ucrânia, o cardeal italiano Matteo Zuppi, está até quarta-feira em Washington, depois das suas visitas a Kiev e Moscovo, anunciou hoje o Vaticano.

a nota do Vaticano refere-se que a viagem de Zuppi “acontece no contexto da missão de promover a paz na Ucrânia e visa trocar ideias e opiniões sobre a trágica situação atual, bem como apoiar iniciativas no campo humanitário para aliviar o sofrimento das pessoas mais afetadas e fragilizadas, especialmente as crianças”.

O Vaticano não forneceu a agenda do cardeal italiano, pelo que se sabe se será recebido pelo Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

Zuppi — que foi escolhido pessoalmente pelo Papa Francisco para tentar mediar a guerra na Ucrânia, bem como para obter o regresso de crianças ucranianas deportadas para a Rússia – já visitou Kiev e Moscovo, sem ter obtido resultados na sua missão.

Em Moscovo, o cardeal italiano – com uma larga experiência na mediação de conflitos – reuniu-se na capital russa com o conselheiro de Assuntos Externos da Presidência Russa, Yuri Ushakov, e com o comissário para dos Direitos da Criança na Rússia, Maria Lvova-Belova.

A visita de Zuppi a Moscovo aconteceu três semanas depois ter estado em Kiev, onde se encontrou com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que reiterou a sua intenção de não aceitar qualquer plano de paz que não implique a retirada das forças russas dos seus territórios.

O Papa Francisco tem pedido repetidamente o fim da guerra, mas absteve-se de criticar Moscovo abertamente, cumprindo a tradição do Vaticano de manter a neutralidade diplomática em conflitos, na esperança de que possa desempenhar um papel nos bastidores para forjar a paz.

Últimas do Mundo

Estudo analisou quatro mil condenações em 24 anos e aponta maior risco nos primeiros anos de residência. Governo endurece regras de imigração e cidadania.
Três pessoas morreram e outra ficou ferida hoje depois de terem sido atingidas por disparos de armas de fogo numa cidade do estado de Nova Gales do Sul, Austrália, disseram as autoridades policiais.
Os comboios suburbanos estão parados em toda a região espanhola da Catalunha por tempo indeterminado depois de um acidente na terça-feira em que morreu uma pessoa e cinco mortes com gravidade.
Federação Nacional dos Sindicatos de Explorações Agrícolas (FNSEA) espera mobilizar esta terça-feira até 700 tratores e 4.000 manifestantes em Estrasburgo.
Cerca de 1.520 milhões de turistas viajaram para o estrangeiro em 2025, um ano "recorde", segundo uma estimativa publicada hoje pela Organização Mundial do Turismo (OMT), que destaca, em particular, um forte dinamismo em África e na Ásia.
O número de mortos no acidente de comboio em Adamuz (Córdova), Espanha, subiu de 40 para 41, disseram à agência de notícias espanhola EFE fontes próximas da investigação.
Mesmo com Espanha mergulhada no luto após a tragédia ferroviária que matou 39 pessoas em Adamuz, o Governo manteve esta segunda-feira a redistribuição aérea de imigrantes ilegais a partir das Canárias, transferindo mais de 180 pessoas para Madrid.
O total de mortos na época das chuvas em Moçambique subiu para 111, com três desaparecidos e 98 pessoas feridas, segundo balanço do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) consultado hoje pela Lusa.
O Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC, sigla em inglês) alertou hoje para o risco de resistência antimicrobiana com o uso frequente de doxiciclina na profilaxia pós-exposição a doenças sexualmente transmissíveis.
Habitação mista criada para “promover a integração” acabou marcada por denúncias de violações, assédio sexual e violência. Queixas repetidas foram ignoradas e só anos depois houve detenções.